Gilda Rocha de Mello e Souza

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Profª Emérita - 20.05.1999 - † 2005

Uma das principais pesquisadoras na área de estética e filosofia da arte, era esposa do crítico literário e professor Antonio Candido de Mello e Souza, com quem teve três filhas.

Nasceu em São Paulo em 1919. Passou a infância na fazenda de seus pais em Araraquara, vindo para São Paulo em 1930 para fazer o curso secundário no Colégio Stafford, onde se diplomou no fim de 1934.

Em 1937, ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, recebendo em 1940 o grau de bacharel em filosofia. No mesmo ano, fez o curso de formação de professores e recebeu o grau de licenciada.

Fez parte do grupo que em 1941 fundou a revista Clima, em cuja produção sempre colaborou e na qual publicou artigos e contos. Em 1943, foi nomeada assistente da Cadeira de Sociologia I, então ocupada por Roger Bastide. Em 1950, recebeu o grau de doutora em ciências sociais com a tese A moda no século XIX, publicada em 1952 na Revista do Museu Paulista.

Em 1954, a convite do professor João Cruz Costa, passou a encarregada da disciplina de Estética no Departamento de Filosofia, do qual foi diretora de 1969 a 1972, tendo fundado a revista Discurso. Recebeu em 1999 o título de professora emérita da FFLCH/USP.

Gilda de Mello e Souza é autora de obras como O tupi e o alaúde: uma interpretação de Macunaíma (1979), Exercícios de leitura (1980), Os melhores poemas de Mário de Andrade. Seleção e apresentação (1988), O espírito das roupas: a moda no século XIX (1987), A idéia e o figurado (2005).

Fonte: Boletim Agência FAPESP - 27/12/2005