Homero Silveira Santiago

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 e-mail: homero@usp.br

Histórico Acadêmico

  • 2004 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: O uso e a regra. Ensaio sobre a gramática espinosana
    Orientação: Profª Drª Marilena de Souza Chauí
  • 2001 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo 
    Título do trabalho: A ordenação geométrica da Parte I dos Princípios da Filosofia Cartesiana 
    Orientação: Profª Drª Marilena de Souza Chaui
  • 1997 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Linha de Pesquisa

História da Filosofia Moderna (Século XVII)

Pesquisas em desenvolvimento

A questão do possível no Espinosismo e suas implicações em Antonio Negri
Resumo: Muito da renovação recente do pensamento político se tem baseado numa retomada de categorias espinosanas, as quais seriam dotadas de força suficiente para questionar o propalado “fim da história”. Um caso paradigmático desse movimento de idéias é o do filósofo italiano Antonio Negri, cujas obras são atravessadas e declaradamente inspiradas pelo legado espinosano. Dado isso, perguntamos: como entender que um filósofo da determinação, e no qual a temática da história não é nada evidente, pode servir a pensadores que dão como tarefa principal do pensamento hodierno abrir novos horizontes de transformações possíveis?
Partindo daí, nosso objetivo é investigar a questão do possível e da ação transformadora no espinosismo e na obra negriana, indagando pela coerência teórica dos vínculos que se estabelecem entre tais filosofias.

Cartesianismo e Espinosismo: confrontações 
Resumo: As relações entre cartesianismo e espinosismo constituem um dos tópicos mais ricos da filosofia do século XVII e, como sugere a ponderação leibniziana que afirma o primeiro sistema como pródromo do segundo, a tomada de posição acerca dessas relações é uma das chaves possíveis para uma avaliação mais ampla do desenvolvimento do pensamento seiscentista. Continuando uma pesquisa iniciada em nosso período de mestrado, pretendemos aprofundar o estudo das confrontações entre o pensamento de Descartes e o de Espinosa (no que se afastam e no que se aproximam) a partir de duas linhas de trabalho: 1) a realização de uma tradução dos "Princípios da filosofia cartesiana", obra de Espinosa publicada em 1663 e que se propõe a expor segundo a ordem sintética os "Princípios da filosofia" de Descartes; 2) o estudo da teoria cartesiana da livre criação das verdades eternas por Deus, de suas razões e suas conseqüências, bem como de sua recepção no espinosismo, via pela qual nos parece possível assinalar uma inesperada convergência entre os dois sistemas em questão.