Silvana de Souza Ramos

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Histórico Acadêmico

  • 2013 Pós-Doutorado – Departamento de Filosofia da USP
  • 2009 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.
    Título da Tese: A Prosa de Dora: uma leitura da articulação entre natureza e cultura na filosofia de Merleau-Ponty
    Orientadora: Marilena de Souza Chaui
  • 2004 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.
    Título da Dissertação: Análise do ensaio De l'art de Conferer de Michel de Montaigne
    Orientadora: Marilena de Souza Chaui
  • 2000 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo.
     

Linha de Pesquisa

Ética e Filosofia Política

Pesquisa em desenvolvimento

Democracia, Representação e Luta por Direitos
Resumo:Tendo como ponto de partida o debate acerca da noção de direitos do homem e do cidadão e a eficácia destes no que se refere à luta política por novos direitos, o projeto tem por objetivo investigar, por um lado, o caráter inovador da democracia representativa e, por outro, os impasses enfrentados por esta. Em sua abordagem do tema, C. Lefort combate três teses: a de que a defesa dos direitos humanos representaria um perigo à política vigorosa, instituída em Estados benevolentes; a de que eles seriam a expressão mais acabada da ideologia do individualismo burguês e corresponderiam a formalidades vazias cujo sentido seria apenas o de escamotear a violência social e sacralizar privilégios; e a tese da chamada democracia burguesa, segundo a qual as instituições democráticas visariam somente reproduzir as relações de propriedade e força vigentes no capitalismo e não permitiriam que as contradições sociais fossem expressas ou mesmo resolvidas no campo da política. Trata-se de retomar as posições de C. Lefort, as quais combatem essas teses ao enfatizar o caráter inédito da democracia representativa, para então confrontar a perspectiva histórica de luta aberta pela invenção democrática com as demandas contemporâneas por democracia direta. Nosso intuito é o de mostrar que a democracia direta é uma resposta possível aos impasses da representação política (uma vez que recusa a hipóstase das instituições representativas, evidenciada, por exemplo, pela profissionalização da atividade parlamentar e pelo consequente distanciamento do cidadão em relação às decisões políticas), porém, ela não nos impede de questionar o que pode tornar democrática a própria representação. Nossa pesquisa aborda esse ponto sob o prisma da temporalidade e, tendo por referência alguns autores contemporâneos, destaca o fato de que o caráter democrático da representação se evidencia quando processos de reivindicação de direitos mantêm uma dinâmica que dá voz aos conflitos e permite exigir dos representantes o compromisso com determinados projetos ou a mudança no curso destes, quando necessário.