Marco Aurélio Werle

Versão para impressão

Bolsista PQ-1D/CNPq

lattea curriculum lattes

 e-mail: mawerle@usp.br

Histórico Acadêmico

  • 2009 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título da tese: A estética de Hegel: sua época e herança
  • 2000 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: A forma da representação poética: filosofia e poesia em Hegel
    Orientação: Prof. Dr. Victor Knoll
  • 1996 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: A noção de poesia em Hölderlin, segundo Heidegger
    Orientação: Prof. Dr. Victor Knoll
  • 1992 Graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina

Linha de Pesquisa

Estética

Pesquisa em desenvolvimento

Arte e verdade na estética de Hegel: um diálogo com Hölderlin e Heidegger 
Resumo: Como proposta de continuidade da pesquisa "A estética de Hegel: sua época e herança" (2002-2009), pretendemos aprofundar o tema arte e verdade. Com efeito pode-se dizer que, de um lado, uma das marcas características da estética de Hegel, diante de seus predecessores imediatos (Kant e o pós-kantismo) e inclusive mais longínquos (Platão), é a insistência no vínculo entre arte e verdade. A arte é para Hegel não apenas um mero jogo da imaginação com o entendimento nem o campo do que é somente ilusório, mas a expressão sensível da idéia (tomada como ideal), e implica um momento fundamental de reconciliação do espírito com a sua efetividade e história. Por outro lado, se pensarmos a posteridade da estética de Hegel e levarmos em conta que o tema do fim da arte é o ponto crucial e mais atual do pensamento estético hegeliano, vemos que esses tópicos põem em questão a própria possibilidade de a arte ainda exprimir a verdade. Assim, se ao olhar retrospectivamente para a história ocidental e moderna, Hegel verifica os laços entre arte e verdade, esse mesmo gesto reverte dialeticamente e negativamente para o futuro, pois implica necessariamente o reconhecimento da dificuldade que a arte tem para exprimir os nossos mais altos interesses, num mundo no qual o universal encontra-se emancipado da sensibilidade. Temos, portanto, indicadas duas frentes possíveis de investigação acerca do tema arte e verdade na estética de Hegel: 1) em seu vínculo com o idealismo alemão, apresenta-se a confluência entre arte e filosofia ou entre arte e poesia, implicando uma dignificação do elemento artístico e 2) ao mesmo tempo, no interior desse mesmo idealismo alemão, também já surgem as primeiras manifestações da impossibilidade para a poesia e, portanto, para a arte, de constituir uma referência ao mundo. Cada vez mais se aprofunda a prosa do mundo (Hegel) ou a ausência dos deuses (Hölderlin) e, com isso, torna-se inevitável o advento do fim da arte.