Trata-se de articular as duas primeiras obras canônicas de Henri Bergson (1859-1941), a saber, Essai Sur les Données Immédiates de la Conscience (1889) e Matière et Mémoire - Essai sur la relation du corps à l’esprit (1896), a partir de duas de suas conferências, Le Cerveau et la Pensée (1904) e L’âme et le Corps (1912), posto que a primeira das duas conferências deve ser tomada como “ponto de partida para uma teoria do espírito considerado em suas relações com o determinismo da natureza” e a segunda conferência mencionada expressa a escolha de Bergson em filosofar em função da “possibilidade e mesmo da probabilidade da sobrevivência” do espírito ao exício. L’âme et le Corps, em sua literalidade, apresenta-se como reveladora do projeto bergsoniano de um espiritualismo, próprio, filosófico, que, em nossa leitura, encontra seus fundamentos nos três outros textos mencionados. Com isso, entendemos que a compreensão desse seu projeto permite entender, por sua vez, a posição de Bergson de que a distinção entre corpo e espírito deve ser determinada não mais em função do espaço, como estabelece o dualismo tradicional, e, sim, em função do tempo, tratando-se, portanto, de um dualismo que diminui muito, se não suprime por completo, “as dificuldades teóricas que o dualismo sempre provocou e que, sugerido pela consciência imediata, adotada pelo senso comum, ele seja pouco estimado entre os filósofos”, ou seja, tratando-se de um dualismo necessário e não problemático, pois que não substancialista.
ANDRÉ LUIZ AVELINO
Curso
Mestrado
Título de la investigación
Os prolegômenos a uma teoria do espírito considerado em suas relações com o determinismo da natureza: os fundamentos do espiritualismo de Henri Bergson.
Resumo da pesquisa
Orientador
Eduardo Brandão
Fomento
CAPES
Data da defesa
29/09/2025