A presente dissertação defende que, em contextos modais, há uma polissemia significativa na palavra “existe”. Nossa proposta é que devemos distinguir três leituras da palavra "existe": (i) a atualista, que fala sobre coisas como mesas e cadeiras; (ii) a possibilista que fala sobre mesas, cadeiras e coisas meramente possíveis (como possíveis filhos de Wittgenstein); e (iii) a alien, que fala apenas sobre coisas meramente possíveis. Com base nessas distinções, apresentamos uma semântica de mundos possíveis para uma linguagem com três pares de quantificadores. O quadro, nos permite reinterpretar disputas tradicionais do debate em metafísica modal: como a disputa entre atualistas e possibilistas; e a disputa entre necessitistas e contingentistas. De modo que, após as devidas reformulações de cada lado da disputa, conseguimos preservar algumas intuições de ambos os lados da disputa e, ao mesmo tempo, dissolver a disputa. Nosso trabalho também dialoga com a Easy Ontology, apresentada por Thomasson, sustentando que regras de aplicação continuam úteis quando indexadas ao quantificador adequado.
PAULO VITOR MELO VIAL DOMINGUES
Curso
Mestrado
Título de la investigación
Como falar sobre o que não existe
Resumo da pesquisa
Orientador
Rodrigo Bacellar
Data da defesa
31/10/2025