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Departamento de Filosofia

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Eventos

Conferência: True Republic. Kant's Doctrine of Right on Pure Forms of State and Mode of Government

Prof. Dr. Günter Zöller

Dia 03 de setembro às 14h00 - Sala 08
Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária

Cartaz do evento
Inscrições para o evento


Curso: “Clássicos da Filosofia Política”

Organizador: Silvio Gabriel Serrano Nunes - Mestre e Doutorando em Filosofia pela Universidade de São Paulo

O curso e as inscrições são gratuitos pelo link:
http://www.al.sp.gov.br/assembleia/instituto-do-legislativo/

Informações para Inscrições: O curso será ministrado às terças - feiras, do dia 19 de Agosto de 2014 (abertura) ao dia 18 de Novembro de 2014 (encerramento), com exceção do dia 28 de outubro de 2014 (não haverá aula), das 16:00 horas às 19:00 horas.

Mais informações em "Leia mais"



O Departamento de Filosofia ministra cursos de graduação e pós-graduação, mestrado e doutorado. O bacharelado em filosofia visa a uma formação técnica e crítica do aluno, por meio do estudo aprofundado da História da Filosofia e dos temas que são os eixos da reflexão filosófica, tanto os legados pela tradição, quanto os vinculados às questões contemporâneas. Ao longo do bacharelado, o aluno pode optar por realizar também a licenciatura, cumprindo disciplinas específicas relativas ao ensino de filosofia.
 
O ingresso no curso se da através da Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST) que é o órgão responsável pela organização do vestibular.
 
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia, que atualmente tem avaliação 7 da Capes (apenas 4 % dos Programas no Brasil tem esta nota máxima), possui cursos de mestrado e de doutorado, com uma única área de concentração, Filosofia, organizada em 4 linhas de pesquisa: Estética e Filosofia da Arte; Ética, Filosofia Política e Teoria das Ciências Humanas; História da Filosofia; Lógica, Filosofia da Linguagem e Filosofia das Ciências (ingresso http://filosofia.fflch.usp.br/posgraduacao/inscricoes)

MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES DO DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA – MAIS ESPECIFICAMENTE À FFLCH

Os professores do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas vem a público se manifestar a respeito dos preocupantes acontecimentos a que estamos submetidos, neste momento, na Universidade de São Paulo.

Sabemos todos que a USP atravessa um período muito difícil, certamente um dos piores de sua notável história. Uma profunda crise financeira, gerada pela irresponsabilidade da última gestão reitoral, nos coloca em face de um quadro alarmante, com indesejadas medidas de cortes orçamentários. Por isso, não é senão natural que, nessas circunstâncias, se deflagre uma greve, por aqueles que veem seus salários desvalorizados. Também se compreende que tal mobilização abarque respeitável contingente de servidores não-docentes e servidores docentes, e que receba o apoio de parte dos estudantes. Nada disso, em princípio, deve ser tomado como algo estranho à vida universitária, onde vigoram os direitos trabalhistas básicos presentes em todos os segmentos da sociedade.

No entanto, particularmente no caso da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, é preciso olhar para esse cenário com alguma cautela. Este Departamento de Filosofia, até mesmo em virtude de sua vocação para a análise crítica – vocação que decerto se exercita em todos os Cursos desta Faculdade -, considera absolutamente inadiável e urgente que se procure olhar para esses acontecimentos como parte de um arco histórico mais extenso, que remonta pelo menos há uma década, e não como um episódio isolado. E nos parece difícil, com base nessa visada mais ampla, escapar de um triste diagnóstico: os movimentos de paralisação das atividades normais a que assistimos quase que anualmente têm produzido o indesejado efeito da degradação da qualidade de nosso trabalho, especialmente em sua parte mais importante e sensível, a docência em nível de graduação, além de conduzirem a um crescente esgarçamento das relações entre as pessoas, em franca oposição àquilo que se espera de um ambiente universitário.

Greves são instrumentos legítimos de pressão e luta. Para que surtam efeito, devem criar uma situação indesejada de anormalidade que obrigue as partes em conflito a uma negociação que permita o retorno à normalidade suspensa. Greves são, pois, instrumentos fortes, que devem ser utilizados com a prudência e o senso de oportunidade que se espera de agentes políticos conscientes.

Ora, no caso desta Faculdade, observa-se um processo de introdução das greves na rotina acadêmica e, consequentemente, de sua banalização. Embora seja preciso reconhecer que algumas delas foram movidas por razões justas e que obtiveram resultados importantes e benéficos, é necessário também admitir que, quando se fazem greves com tamanha frequência, seu caráter extraordinário, condição necessária para sua força, se perde, e o resultado é a inevitável diminuição do poder persuasivo e da credibilidade dos que as promovem.

Esse déficit de credibilidade e de poder persuasivo tem levado os movimentos grevistas, nos últimos anos, a recorrer a expedientes como piquetes, obstrução de salas de aula, cadeiraços etc. Eis aí o cenário que hoje predomina nos prédios da Faculdade: o deprimente esvaziamento, causado, sobretudo, pela deserção da grande maioria dos estudantes.

Muitos docentes deste Departamento fizeram, fazem ou farão greves, na Universidade ou fora dela. Em nenhum momento isso é aqui posto em questão. O que se quer destacar é que a banalização dessa forma de luta instalada na Faculdade conduz gradativamente ao esvaziamento do sentido da instituição e à perda do papel que se espera dela, porque seus fins se veem intensamente ameaçados. Sobretudo o prejuízo causado ao ensino é preocupante, pois as consequências são claras: aumento da evasão e do desinteresse, má formação dos estudantes, além da crescente dificuldade do diálogo e da comunicação. As sempre bem-intencionadas reposições pouco podem fazer para diminuir esses efeitos e, embora em alguns casos os diminuam, acabam, muitas vezes, contribuindo apenas para maquiá-los.

A ação já costumeira da obstrução de salas de aula, impedindo que se exerçam as atividades esperadas e desejadas pela Universidade e pela Faculdade, indicam, portanto, uma preocupante transformação: as finalidades da Universidade, tal como expressas em seus Estatutos, com o intuito de preservar o espírito mesmo que animara sua criação – a produção e transmissão do conhecimento, a aquisição do espírito crítico necessário à boa formação cidadã -, vão sendo destronadas, em benefício de novos fins, de novas práticas que não são minimamente compatíveis com valores que definem a própria ideia de Universidade que nos tem sido cara, como a liberdade de pensamento e expressão, o respeito à opinião divergente como estímulo ao saudável e necessário debate construtivo de ideias, além do direito ainda mais básico de ir e vir.

Cada sala de aula vazia por imposição de força aparece a este Departamento como a negação da Universidade e, mais especialmente, de uma Faculdade que, orgulhando-se de sua condição de célula-mater da Universidade, tem a responsabilidade de pensa-la, de refletir sobre ela, de apontar caminhos para sua preservação e aperfeiçoamento. E esse trabalho do pensamento, impondo-nos certo distanciamento crítico e cautela em face dos acontecimentos, não é plenamente compatível com o voluntarismo irrefletido que tem prevalecido.

Parece-nos, assim, urgente a aceitação de que nos encontramos, nesta Faculdade, diante de uma situação ainda mais crítica do que aquela que acomete a saúde financeira da Universidade. Vivemos, na verdade, uma crise de identidade. Estamos sob o sério risco de não mais sabermos o que somos e para que existimos. Se não formos capazes de aceitar que certos valores universitários devem ser preservados do conflito político e que esse mesmo conflito deve sempre mantê-los em seu horizonte, teremos então chegado ao esgotamento da ideia de universidade que esta Faculdade sempre disseminou, segundo a qual se defende a possibilidade de um saber livre das amarras tanto do pragmatismo do mercado quanto do aparelhamento político-partidário. Está em jogo, para além dos problemas pontuais que hoje nos assombram, a preservação de nossa relevância no interior da Universidade, relevância sempre contestada e por cujo reconhecimento a Faculdade luta desde que a USP é a USP. Cabe-nos reafirmá-la, mas para isso é preciso ter a honestidade intelectual de reconhecer nossos próprios problemas e limites.

Não há pensamento crítico sem autocrítica. Está mais do que na hora de fazê-la. Caso contrário, talvez o futuro nos reserve dias ainda piores.

Assinam este documento:

Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros

Caetano Ernesto Plastino

Carlos Alberto Ribeiro de Moura

Carlos Eduardo de Oliveira

Edélcio Gonçalves de Souza

João Vergílio Gallerani Cuter

José Carlos Estêvão

Lorenzo Mammì

Luiz Sérgio Repa

Márcio Suzuki

Marco Antônio de Ávila Zingano

Marco Aurélio Werle

Marcus Sacrini Ayres Ferraz

Mário Miranda Filho

Mauricio Cardoso Keinert

Mauricio de Carvalho Ramos

Milton Meira do Nascimento

Moacyr Ayres Novaes Filho

Oliver Tolle

Pedro Paulo Garrido Pimenta

Ricardo Ribeiro Terra

Roberto Bolzani Filho

Sérgio Cardoso

Valter Alnis Bezerra

MOÇÃO DE REPÚDIO

Conforme decisão tomada em sua reunião ordinária de 15/08 último, o Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas vem a público para manifestar sua indignação e repúdio pela pichação executada na porta do gabinete de trabalho do Prof. Ricardo Terra, deste Departamento, há alguns dias.

Atitudes como essa, francamente em conflito com o espírito de liberdade acadêmica e de respeito à diversidade de opiniões que este Departamento sempre cultivou, além de transgredir claramente princípios básicos de convivência e mesmo de civilidade, contribuem apenas para o acirramento dos ânimos, em meio a uma crise profunda que atravessamos todos nesta Faculdade, produzindo uma indesejada perseguição individual que fomenta ressentimentos e contribui para obscurecer um necessário debate de ideias, sem o qual a mencionada crise não cessará.

Este Departamento espera que atos como esse, de onde quer que venham, não mais se repitam.

São Paulo, 15 de Agosto de 2014

 


Editais

Avisos

Quadro de Avisos de Graduação: Informe sobre Bolsa Iniciação Científica: Lista dos Contemplados IC 2014-2015; Informe sobre trabalhos; 

Quadro de Avisos de Pós-Graduação: Alteração da data de início da disciplina FLF5175 – Lógica ( A Concepção Semântica de Verdade de A. Tarski), Prof. Edélcio Gonçalves de Souza.


2º Semestre de 2014

Disciplinas de Graduação 2º semestre de 2014

Disciplinas de Pós-Graduação 2º semestre de 2014 

 


Atualizado em 15/08/2014

 

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