Apresentação do Programa de Pós-graduação

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O Programa de Pós-Graduação em Filosofia, que atualmente tem avaliação 7 da Capes, possui cursos de mestrado e de doutorado, com uma única área de concentração, Filosofia, organizada em 4 linhas de pesquisa: Estética e Filosofia da Arte; Ética, Filosofia Política e Teoria das Ciências Humanas; História da Filosofia; Lógica, Filosofia da Linguagem e Filosofia das Ciências. No curso de mestrado o prazo para conclusão é de 42 meses, no curso de doutorado, 54 meses, e no curso de doutorado direto, 66 meses.


Todos os professores do Departamento de Filosofia fazem parte do quadro de orientadores plenos, sendo 6 titulares, 12 livre-docentes, 15 doutores e 17 professores aposentados. Completam ainda o quadro de orientadores plenos mais 2 professores da Faculdade de Educação e 1 professor da Faculdade de Economia e Administração da USP. O Programa conta assim com 53 orientadores, sendo 40 membros permanentes e 13 colaboradores.
 
O processo de seleção para ingresso em seus cursos de mestrado e de doutorado tem recebido cerca de 190 inscrições por ano. Os candidatos se submetem a duas provas – uma prova específica de filosofia e outra de língua estrangeira, no caso do mestrado, ou duas línguas estrangeiras, no caso do doutorado – e a uma arguição na qual são avaliados o Curriculum Vitae e o projeto de pesquisa. Ingressam em seus cursos cerca de 70 novos alunos por ano.
 
Em média, o Programa tem cerca de 260 alunos matriculados. Em dez anos (2003-2012), o seu corpo discente produziu 214 dissertações de mestrado e 221 teses de doutorado, totalizando 435 trabalhos de conclusão de curso. Isto significa em média mais de 21 dissertações de mestrado e mais de 22 teses de doutorado defendidas por ano.
Uma das características mais marcantes do Programa é a sua capacidade de formar pessoal docente altamente qualificado. O programa logrou preparar professores para integrar seu próprio corpo docente já em cinco sucessivas gerações acadêmicas, bem como tem sido também a escola formadora de grande parte dos professores de filosofia de diversas outras universidades. Para ter uma ideia de seu impacto no meio acadêmico, mais de 250 de seus egressos ingressaram na carreira docente de diversas instituições de ensino superior do país e do estrangeiro.
 

Objetivos

O Programa é voltado principalmente para a pesquisa, desenvolvida em duas direções: como trabalho individual de investigação filosófica em uma das linhas de pesquisa; e como trabalho em grupos de pesquisa.
 
As disciplinas oferecidas pelas linhas de pesquisa visam contribuir para a formação básica do estudante, preparando-o para o trabalho individual de investigação. O pós-graduando é estimulado a escolher e cursar, em um leque de disciplinas oferecidas, aquelas que podem contribuir com maior relevância para seu trabalho de pesquisa. As disciplinas normalmente possuem 8 créditos, o que significa que o aluno deve cursar 3 disciplinas para o mestrado, 1 disciplina para o doutorado ou 4 disciplinas para o doutorado direto. O reduzido número de disciplinas supõe, em contrapartida, um trabalho efetivamente intenso no âmbito das atividades programadas, por meio das quais se processa o desenvolvimento da pesquisa inicialmente planejada. Estas atividades consistem principalmente em leitura e interpretação de textos clássicos bem como em trabalhos de exposição e discussão, aferidos em seminários e colóquios regularmente organizados pelos orientadores.
 
A participação em grupos de pesquisa, por ser um instrumento relevante na formação dos pós-graduandos e um meio excelente de promover um maior equilíbrio entre o ensino e a pesquisa, é fortemente estimulada. Esta participação tem produzido resultados satisfatórios tanto no que concerne a autonomia e a maturidade intelectual dos pós-graduandos, como no que diz respeito aos padrões de rigor exigidos por uma investigação filosófica consistente. O Programa abriga atualmente 9 grupos de pesquisa e de estudo, além de 2 laboratórios: laboratório de licenciatura; e laboratório de teoria social, filosofia e psicanálise.
 
Talvez o que possa dar uma ideia mais clara do trabalho desenvolvido no Programa seja a produção intelectual de seus professores e alunos. Em dez anos (2003-2012), o corpo docente publicou 92 livros, 423 capítulos de livros e 316 artigos em periódicos, com considerável impacto nas pesquisas da área. No mesmo período, os alunos publicaram 188 artigos em periódicos especializados. Vale ressaltar que esta produção só vem a lume após discussão e aprovação por parte do orientador ou, em alguns casos, de um bom número de professores ligados à área respectiva de produção. Se, por um lado, isto aumenta o tempo para a produção dos artigos, por outro acentua o caráter fortemente formador que o Programa impõe a toda a produção discente.
 
 

Estrutura

Todos os professores do Programa se dedicam a, pelo menos, um projeto de pesquisa e a maioria desses projetos é financiada ou através de bolsas de pesquisa, ou através de financiamentos específicos da Fapesp, CAPES e CNPq.
 
O Programa promove periodicamente diversos eventos nacionais e internacionais de grande relevância para a área. Alguns eventos refletem iniciativas pontuais de grupos de pesquisa e de estudo; outros acontecem regularmente. Além desses eventos de maior duração e maior número de pessoas envolvidas, são organizadas com frequência conferências, jornadas e seminários.
 
O Programa apoia também a publicação de 8 periódicos, distribuídos em revistas especializadas, como Discurso, Studia Scientiae, Revista de Filosofia Antiga e Rapsódia, e cadernos de difusão de trabalhos de alunos e pesquisadores, como os Cadernos de Ética e Filosofia Política, Cadernos Nietzsche, Cadernos Espinosanos e Cadernos de Filosofia Alemã.
 
Desde sua criação, o Programa jamais deixou de criar redes de pesquisa e ensino com outras universidades. Graças aos diversos projetos de pesquisa, financiados pela Fapesp, CNPq e CAPES, mantém relações constantes com diversas instituições de ensino do país e do exterior, sendo protagonista de programas de cooperação em ensino e pesquisa com universidades e centros emergentes. Nos últimos anos, concluiu o projeto de PQI (Programa de Qualificação Profissional) com a Universidade Federal do Mato Grosso e o projeto PROCAD (Programa Nacional de Cooperação Acadêmica) com a Universidade Federal da Bahia e a Universidade Federal do Paraná. Atualmente tem um convênio DINTER (Doutorado Interinstitucional) de capacitação de docentes com a Universidade Federal do Maranhão, que prevê a formação de sete doutores do Departamento de Filosofia da UFMA; e participa junto com o Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Sergipe do PROMOB (Programa de Estímulo a Mobilidade e ao Aumento da Cooperação Acadêmica da Pós-Graduação em Instituições de Ensino Superior de Sergipe), que prevê estágios de curta duração de alunos e de professores da UFS na USP e cursos ministrados por professores da USP na UFS.
 
A capacidade do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da USP de reunir pesquisadores pode ser aquilatada pelo número de professores de outras universidades que frequentemente o visitam, a fim de participar de suas atividades. No último triênio de avaliação da CAPES (2010-2012), por exemplo, foram ao todo 97 pesquisadores, abrangendo todas as regiões do país. Reciprocamente, os professores do Programa proferiram conferências e ministraram cursos intensivos em diversas universidades brasileiras.
 
O Programa tem também desenvolvido uma política de internacionalização centrada no contínuo intercâmbio de professores e estudantes. Além das relações de pesquisa e ensino de seus docentes com centros reputados fora do país, bem como da participação de seus professores em comitês editoriais de periódicos internacionais e em grupos de pesquisa internacionais, destaca-se: a presença cada vez mais frequente de professores estrangeiros nas bancas de doutorado e mestrado; a ida de alunos de doutorado em eventos realizados fora do país, para apresentação de trabalho e contatos de pesquisa; a organização de colóquios no exterior em parceria com universidades estrangeiras; a celebração de acordos de cooperação de ensino e pesquisa internacionais.
 
A internacionalização do Programa é uma realidade atestada pela intensa circulação de professores estrangeiros em suas atividades. No último triênio de avaliação da CAPES (2010-2012), o Programa recebeu 118 professores estrangeiros, um bom número dos quais tendo ministrado cursos intensivos, além de conferências e de participações em bancas de mestrado e de doutorado. Ao mesmo tempo, os alunos são incentivados a passar um período de estudo e pesquisa fora do país. No doutorado, as cotutelas com universidades estrangeiras, como Paris I (Sorbonne), Tours, Mainz, Randboud,  têm sido uma prática cada vez mais frequente. Nestes casos, o diploma vale igualmente no Brasil e no país da universidade estrangeira.
Simultaneamente, o Programa zela pela aquisição regular de livros, de modo a manter sua biblioteca em níveis internacionais de pesquisa. Além das compras regulares feitas pela FFLCH e por intermédio do programa da Fapesp Fapi-Livros, o Programa adquire obras através da reserva técnica das bolsas de estudo concedidas pelas agências de fomento.
Destaca-se ainda o estágio de docência, realizado pelo Programa de Aperfeiçoamento de Ensino (PAE) da FFLCH. A coordenação do Programa de Pós-Graduação fixou como modalidade de monitoramento o auxílio à preparação de seminários, o auxílio à elaboração de dissertação, o monitoramento de atividades de leitura, entre outras atividades. Desse modo, além de proporcionar oportunidades para que os bolsistas se aperfeiçoem nas atividades didáticas, o PAE procura contribuir para uma maior integração entre a graduação e a pós-graduação.
 

Coordenação

  • Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros
  • Luís Cesar Guimarães Oliva