Projetos e convênios

Versão para impressão

 

Projetos Temáticos

 Teoria da causalidade e ação humana na filosofia grega antiga
(Processo FAPESP 2015/05317-8)

Coordenação: Prof. Dr. Marco Antônio de Ávila Zingano

Pesquisadores Principais: Daniel Rossi Nunes Lopes (FFLCH/USP), Evan Robert Keeling (FFLCH/USP), Fátima Regina Rodrigues Évora (IFCH/UNICAMP), Nuno Manuel Morgadinho dos Santos Coelho (FDRP/USP), Roberto Bolzani Filho (FFLCH/USP)

Pesquisadores Associados: Fernando Maciel Gazoni (EFLCH/UNIFESP), Luiz Henrique Lopes dos Santos (FFLCH/USP), Paulo Fernando Tadeu Ferreira (EFLCH/UNIFESP)

Professor visitante: Prof. Dr. Raphael Zillig (UFRGS)

Pós-Doutorando: Daniel Mark Wolt , Simone Giuseppe Seminara, Liliana Carolina Sanchez, Sérgio Daniel Vazquez Hernandez 

A noção de causa tem um papel central na investigação filosófica da Antiguidade. Dos pré-socráticos à filosofia grega tardia, é sempre objeto de investigação não somente o que é causa de quê, mas também, e fundamentalmente, o que se quer entender por algo ser a causa de algo. Há um estreito vínculo, na filosofia grega, entre uma doutrina da causalidade, dirigida em especial ao mundo físico, e a da responsabilidade moral, central no domínio humano das ações. Já na linguagem corrente do grego antigo tal estreita relação é visível, pois aitios designa quem é o responsável por algo, prioritariamente no sentido jurídico negativo de quem é o "culpado" por algo; rapidamente, contudo, o uso da língua expande o sentido negativo de culpa a um sentido geral de responsabilidade, que engloba também os casos a serem louvados, e, a esta primeira expansão no uso do termo acrescenta-se um outro, de caráter agora claramente filosófico, que se aplica em especial à noção de aitia e que a desvincula do estrito domínio humano, aplicando-a a todas as coisas, o que gera o sentido nosso familiar de "causa", "o que está na produção, na origem de algo". A noção geral de causa, particularmente decisiva no discurso sobre a natureza, guardará sempre, porém, está ligação com a noção de responsabilidade na ação humana, onde, aliás, tem sua origem. O presente projeto visa a estudar as diferentes propostas e teses apresentadas pelos filósofos gregos antigos a respeito da natureza da causa e, em estreita relação com esse tema, busca igualmente mapear a reflexão sobre a ação humana e sobre o modo como o homem pode ser inscrito como causa de certos eventos, a saber, como causa de suas ações.

 Gênese e significado da tecnociência: das relações entre ciência, tecnologia e sociedade

Pesquisador responsável: Prof Dr. Pablo Rubén Mariconda

Vigência: 2017-2021

O objetivo central do projeto, a ser desenvolvido no período 2017-2021, com base nas realizações dos períodos 2007-2011 e 2012-2015 (em que o projeto contou com financiamento da Fapesp), é investigar os papéis desempenhados pelos valores éticos e sociais, sustentados por indivíduos e incorporados em instituições, nas práticas científicas e tecnológicas da atualidade. Esse objetivo desdobra-se em três conjuntos de pesquisas. O primeiro concerne à importância contemporânea da tecnociência, incluindo o impacto de sua pesquisa e desenvolvimento nos processos e na institucionalização da ciência; o segundo trata do desenvolvimento histórico da ciência e da tecnociência; o terceiro desenvolve uma estratégia sociológica de abordagem transversal das relações entre ciência, tecnologia e sociedade no Brasil.

Dentre as questões do primeiro conjunto encontram-se: (a) as mudanças ocorridas em décadas recentes nos modos de produção social da tecnociência com o aumento do financiamento privado da pesquisa científica; (b) o modo como as mudanças afetam o status dos valores tradicionais da comunidade científica: objetividade (imparcialidade), neutralidade, autonomia, abrangência (universalidade); (c) a função dos direitos de propriedade intelectual nesse processo; (d) problemas teóricos e práticos da biotecnologia; (e) avaliação do significado dessas mudanças a partir de alternativas às práticas tecnocientíficas e o papel da bioética e do “princípio de precaução”. As investigações do segundo conjunto incluem: (a) a ideia do “controle da natureza” e os valores do progresso tecnológico e seu impacto na formação da pesquisa científica moderna; (b) as relações entre a ciência e a tecnologia na modernidade, especialmente o papel representado pelas máquinas e pelas ideias mecanicistas, e pelo avanço da experimentação na ciência, e (c) o impacto de ideias da tradição do ceticismo no desenvolvimento da ciência moderna. O terceiro conjunto concentra-se no estudo da sociedade brasileira, contemplando: (a) o debate público sobre educação: a produção contemporânea da doxa na sociedade brasileira; (b) cultura digital e desigualdade: os usos sociais das novas tecnologias de informação e comunicação, e (c) instituições de produção, difusão e legitimação do conhecimento.

Os três grupos de investigações serão reforçados pelo uso de um modelo de atividade científica, amplamente discutido e aceito pelos membros da equipe de pesquisa, que identifica as interelações entre a adoção, na pesquisa, de estratégias metodológicas particulares e a sustentação de valores éticos e sociais particulares.

O segundo objetivo do projeto, não menos importante, é prático: continuar e expandir as atividades de organização de seminários, de publicação dos trabalhos relevantes e de participação regular em eventos, que reúnem, para uma discussão construtiva e racional, cientistas, filósofos e cientistas sociais brasileiros (e de outros países), de abordagens metodológicas e perspectivas éticas divergentes, de modo a assegurar que um amplo leque de pontos de vista sejam considerados nas investigações, e explorar como os resultados obtidos podem ter um impacto positivo na pesquisa científica, no ensino de ciências e na educação superior.

 

 

Convênios de Cooperação Acadêmica

 Pathos: Aristote on Emotions
Processo FAPESP 17/50285-2

Coordenação: Prof. Dr. Marco Antônio de Ávila Zingano

Pesquisadores Responsável no exterior: Cristina Viano

Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil

Instituição no exterior: Université Paris-Sorbonne (Paris 4), França

O presente projeto de pesquisa tem como objeto a doutrina aristotélica das emoções. Ele não visa somente a esclarecer o modo como Aristóteles compreende este fenômeno psicológico, mas também a estudar em profundidade o sistema aristotélico e, deste modo, examinar de modo mais detalhado a apropriação contemporânea da filosofia aristotélica segundo as diferentes perspectivas das doutrinas que reivindicam um aporte neo-aristotélico. O estudo das emoções será feito segundo três eixos principais: o hilemorfismo (de anima, metafísica), o papel causal das cognições no interior das emoções (éticas) e a potência da persuasão para a aceitação de teses (retórica). Estes três eixos convergem de modo exemplar na definição que Aristóteles fornece da cólera. O estudo desta emoção tem uma posição privilegiada neste projeto, pois ela goza de uma função paradigmática na psicologia aristotélica.

 Estética Moderna e Contemporânea
(PROCAD - USP/UFOP/UFF)

Coordenação: Prof. Dr. Marco Aurélio Werle (USP)

Participantes: Prof. Márcio Suzuki (USP), Prof. Oliver Tolle (USP), Prof. Pedro Paulo Pimenta (USP), Prof. Ricardo Nascimento Fabbrini (USP), Prof. Pedro Süssekind Viveiros de Castro (UFF), Prof. Vladimir Vieira (UFF), Prof. Bernardo Barros Coelho de Oliveira (UFF), Prof. Patrick Pessoa (UFF), Prof.ª Dr.ª Cíntia Vieira da Silva (UFOP), Prof. Bruno Almeida Guimarães (UFOP), Prof.ª Dr.ª Imaculada Kangussu (UFOP), Prof. Romero Alves Freitas (UFOP).

O projeto envolve os programas de pós-graduação de três instituições de nível superior do país: a USP (proponente) a UFF (associada I) e a UFOP (associada II), que possuem áreas de concentração ligadas à estética e filosofia da arte. O tema do projeto é: “Estética moderna e estética contemporânea”. Pretende-se desenvolver pesquisas que aprofundem temas da estética em seu nascimento e consolidação, ao longo dos séculos XVIII e início do XIX, e desdobramentos contemporâneos, ocorridos entre o século XIX, XX e XXI, e levados adiante por pensadores que, de uma ou de outra forma, se referiram à essa tradição anterior da estética nascente.

 Critical Theory Goes Global: Transfers, (Mis-)Understandings and Perceptions since 1960

Coordenação: Dr. Nenad Stefanov (Pós-Doutor, Universidade Humboldt)

Participantes: Prof. Dr. Luiz Sérgio Repa (Departamento de Filosofia, USP), Prof. Dr. Rurion Soares Melo (Departamento de Ciência Política, USP), Prof.ª Dr.ª Rahel Jaeggi (Instituto de Filosofia, Universidade Humboldt), Dr. Nenad Stefanov (Centro Interdisciplinar de Pesquisas de Fronteira, Universidade Humboldt) [Interdisciplinary Center for Border Research]

Trata-se de um projeto interdisciplinar de abordagem comparativa e histórico-transnacional. Procura reunir pesquisadores das áreas de filosofia, história, sociologia e ciência política que partilham o interesse pelo modo como conceitos circulam, adaptam-se, modificam-se e aplicam-se ao longo do espaço e do tempo. Um de seus objetivos maiores é a integração de jovens pesquisadores.
Os encontros em Berlim, na Humboldt-Universität terão por objetivo desenvolver discussões conjuntas, comparando diferentes perspectivas conceituais. A Prof.ª Dr.ª Rahel Jaeggi procurará elaborar conceitos de importância central à Teoria Crítica; O Dr. Nenad Stefanov discutirá a transferência de ideias entre Leste e Oeste europeus durante a Guerra-Fria e os Professores Dr. Luiz Sérgio Repa e Dr. Rúrion Melo examinarão diferentes aspectos da recepção da Teoria Crítica no Brasil. Serão Convidados John Abromeit (State University of New York, Buffalo State/USA) e Detlev Claussen (Professor Emérito de Sociologia da Universidade de Hannover), que participará do projeto como Conselheiro Sênior [sênior adviser].

 PROMOB Filosofia UFS 2016
(Programa de Estímulo a Mobilidade e ao Aumento da Cooperação Acadêmica da Pós-Graduação em Sergipe)

IES COORDENADORA GERAL: Universidade Federal de Sergipe
COORDENADOR: Prof. Dr. Aldo Lopes Dinucci

EQUIPE
Prof. Dr. Aldo Lopes Dinucci, Prof. Dr. Antônio Carlos dos Santos, Prof. Dr. Antonio José Pereira Filho, Prof. Dr. Arthur Eduardo Grupillo Chagas, Prof. Dr. Cícero Cunha Bezerra, Prof. Dr. Edmilson Menezes Santos, Prof. Dr. Evaldo Becker, Prof. Dr. Everaldo Vanderlei de Oliveira, Prof. Dr. Marcelo e Sant'Anna Alves Primo, Prof. Dr. Marcos Ribeiro Balieiro, Prof. Dr. Matheus Hidalgo, Prof. Dr. Nilo César da Silva Batista, Prof. Dr. Eduardo Grupillo Chagas, Prof. Dr. Rodrigo Pinto de Brito, Prof. Romero Junior Venâncio Silva, Prof. Saulo Henrique Souza Silva, Prof. Dr. Sergio Hugo Menna, Prof. Dr. William de Sioqueira Piauí, Prof. Dr. Altieris Bortoli. 

Alunos: Altieris Bortoli, Edson Peixoto Andrade, Ismar Francisco Prado Torres, Marcus de Aquino Resende.

IES ASSOCIADA: Universidade de São Paulo
COORDENADORA: Prof.ª Dr.ª Maria das Graças de Souza

EQUIPE ASSOCIADA
Prof. Dr. Alberto Gonçalves Ribeiro de Barros, Prof. Dr. Caetano Ernesto Plastino, Prof. Dr. Homero Silveira Santiago, Prof. Dr. Luís César Guimarães Oliva, Prof. Luís Sérgio Repa, Prof. Dr. Marco Aurélio Werle, Prof. Milton Meira do Nascimento, Prof. Dr. Oliver Tolle, Prof. Dr. Roberto Bolzani filho, Prof.ª Dr.ª Marilena de Souza Chaui, Prof.ª Dr.ª Silvana Ramos.

Há principalmente cinco razões que justificam e fundamentam este projeto. A primeria delas é a importância que Sergipe já teve no cenário do pensamento filosófico brasileiro na segunda metade do século XIX e que gradativamente perdeu força ao longo do século passado. Com a recente criação do Mestrado em Filosofia na UFS, a Filosofia local volta a ocupar um lugar de destaque no cenário nacional em uma fase inteiramente nova. Inspirando-se naquele momento histórico é possível projetar um futuro em que a Filosofia tem um papel relevante no desenvolvimento intelectual do Estado de Sergipe.

A segunda razão que justifica este projeto é o seu caráter multidisciplinar, envolvendo as duas linhas de pesquisa do Mestrado, Filosofia da História e Modernidade e Conhecimento e Linguagem, que possuem matizes bem distintas, mas que estão engajadas num projeto comum: a consolidação do Mestrado em Filosofia.

Em terceiro lugar, este projeto se justifica no quadro do desenvolvimento econômico nacional e, de modo particular, em Sergipe. A Filosofia é a atividade do pensamento enquanto tal e, por isso mesmo, é universal, distanciando-se da ciência, que é sempre particular e tem um objeto próprio. Quando se estuda a Filosofia, não se aprende apenas sobre um pensamento de determinado filósofo ou corrente filosófica: aprende-se a experiência da razão e da linguagem, no seu tempo histórico, em que o pensamento busca pensar-se a si mesmo, falar de si mesmo e dos valores (o bem, o verdadeiro, o belo, o justo). Essa experiência, concretizada no e pelo trabalho de cada filósofo, constitui o lastro da tradição, que no fundo dá origem ao discurso filosófico. Por esta razão, a Filosofia faz parte da educação entendida como formação.

A quarta justificativa é a estreita vinculação entre o Mestrado de Filosofia da UFS e a parcerias estabelecidas, o Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), nota 7 da CAPES por ocasião da última trienal.

Finalmente, a quinta justificativa reside no fato de que o Mestrado em Filosofia da UFS conta com vários professores que têm projetos aprovados pelas agências de fomento à pesquisa, sejam elas federais ou estaduais e, portanto, têm experiência em execução de projetos individuais. Este Edital vem possibilitar a realização de um projeto coletivo, envolvendo a extrema maioria dos professores do Programa bem como nomes expressivos da Filosofia nacional em diferentes Estados e regiões do Brasil.

Enfim, o presente projeto intenta proporcionar aos nossos bons alunos do Mestrado não só o deslocamento para grandes centros de pesquisa e ensino de Filosofia, o que é o caso das instituições das equipes associadas, onde terão acesso a professores, bibliotecas e experiências diversas de pesquisa e vivência cultural, enriquecendo enormemente a sua formação como pesquisadores e seres humanos, como também poderão receber a visita deprofessores e alunos dessas mesmas instituições e se beneficiar do seu convívio.

 

 

 

Laboratório

 Laboratório de Estudos em teoria social, filosofia e psicanálise

Coordenação: Profs Drs Vladimir Safatle (FFLH/USP); Christian Dunker (IP/USP); Nelson da Silva Jr. (IP/USP)

Participantes: Ronaldo Manzi Filho, Fabio Franco, Juliana Labut, Virginia Helena, Yasmin Afshar

O Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise é um Laboratório científico (Centro de pesquisa) interdepartamental vinculado ao Departamento de Filosofia e ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). O LATESFIP tem por objetivo fornecer o suporte acadêmico para o desenvolvimento de pesquisas interdepartamentais e divulgação científica na área de articulação entre psicanálise, filosofia e teoria social. Desta forma, o Laboratório visa colaborar com a efetivação do ideal de interdisciplinaridade que guia esta Universidade no campo das ciências humanas criando estruturas que levam em conta o potencial de pesquisa em uma área de longa tradição no cenário acadêmico brasileiro e uspiano. Por outro lado, ele visa criar um campo de desenvolvimento e de discussões capaz de colaborar para o fortalecimento de trabalhos dos Programas de Pós-Graduação dos Departamento de Filosofia e Instituto de Psicologia desta Universidade que tenham como foco algum dos aspectos das articulações entre filosofia, psicanálise e teoria social.

 

 

Grupos de Pesquisa

 Grupo de Pesquisa China Antiga: Literatura e Filosofia (CALF)

Coordenadores: Profª Drª Ho Yeh Chia (DLO/FFLCH) e Prof. Dr. João Vergílio Gallerani Cuter (DF/FFLCH)

 

Participantes: Doutorandos:Mário Masaru Sakaguti Júnior; Mestrandos: Chiu Yi Chih; Graduandos: André de Toledo Sader, Guilherme Augusto Ramos Alves, Gustavo André de Macedo Fiorello, Jeferson dos Santos Oliveira, João Alves Souza Neto, John Breno Rodrigues de Sousa, Júlia Garcia Vilaça de Souza, Mauro Augusto de Souza, Pedro Regis Cabral, Sabrina Alves Barbosa, Victor Danilo Bessa Roque de Moraes, Raquel Harumi de Sá, Thais Saccardi, Su Yueh Tzu; Colaboradores externos: Domenico A. Coiro, Marceli Andresa Becker

 

Os textos filosóficos produzidos na China Clássica constituem um imenso patrimônio cultural e têm sido, apesar disso, relativamente pouco estudados em nosso país. Apesar de algumas poucas produções isoladas de excelente qualidade, faltam grupos de pesquisa multidisciplinares dedicados ao estudo, interpretação e comentário de tais textos, inserindo-os no debate filosófico mais amplo. É indispensável, antes de mais nada, que o exame dos clássicos chineses seja feito com a participação conjunta de historiadores da filosofia e de especialistas na língua chinesa, capazes de propiciar uma discussão acadêmica rica e consequente, que resulte no estabelecimento de uma linha de pesquisa na qual nossos alunos possam se inserir. Os dois coordenadores do CALF cumprem esses requisitos. A professora Ho Yeh Chia tem doutorado defendido sobre a obra de Mêncio, orientou diversos trabalhos de pesquisa de seus alunos no DLO e ministra cursos de língua e literatura chinesa há muitos anos na FFLCH. O professor João Vergílio Gallerani Cuter é especialista em filosofia da linguagem, em especial na obra de Wittgenstein, autor que se tornou central na recepção contemporânea da filosofia clássica chinesa. Informalmente, os dois professores têm organizado seminários semanais a respeito das obras de Zhuangzi e de Mêncio, da coleção de Odes integrante do corpus clássico confuciano e, mais recentemente, da filosofia da linguagem da tradição moísta. Com a formalização do grupo, os dois professores esperam dar maior visibilidade e inserção acadêmica a esse trabalho de pesquisa já iniciado.

O principal objetivo do grupo é investigar as relações entre filosofia e literatura na China Clássica. Com esse fim, os coordenadores organizarão seminários periódicos de pesquisa reunindo alunos de diversos departamentos da FFLCH, em especial dos departamentos de Filosofia (DF) e de Letras Orientais (DLO). O grupo buscará também estabelecer contato com centros de pesquisa no Brasil e no exterior com a finalidade de organizar eventos, realizar pesquisas conjuntas e promover o intercâmbio de alunos e pesquisadores.

 Grupo de Pesquisa em epistemologia histórica da cultura científica

Coordenação: Profº Drº Maurício de Carvalho Ramos

Participantes: Fernando Cesar Pilan, Flávio Francisco Nascimento, Guilherme Francisco Santos, Hugo Neri, João Alex Costa Carneiro, João Paulo Pedroso Ferreira, Marcus Vinícius Russo Loures, Marcello Luchini, Sabrina Acosta, Vitor Antonio de Araujo, Felicidade Gouvea Muñoz

Grupo de pesquisa interdisciplinar que investiga várias expressões epistemológicas históricas de problemas, temas e conceitos presentes em uma série de culturas científicas dedicadas ao conhecimento da vida, do organismo e da morfologia. As principais metas do grupo são: (1) oferecer ambiente, formação e meios para a realização de pesquisas rigorosas por equipes interdisciplinares orientadas pelo estilo de pensamento, pela heurística e pelo método epistemológico histórico; (2) criar um espaço institucional especificamente e exclusivamente dedicado à pesquisa interdisciplinar. Por interdisciplinar entendemos uma investigação prática que anule a disciplinaridade independentemente de teorias, conceitos e distinções preestabelecidos acerca de possibilidades de relações entre disciplinas (interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, transdisciplinaridade etc.). A pesquisa em equipe é feita participando de projetos cuja concepção, desenvolvimento e publicação de resultados são feitos por mais de um autor. Investigar problemas, temas e conceitos exclui de seus projetos estudos específicos de autores (um ou mais), de escolas (uma ou mais) e de períodos cronológicos (de qualquer amplitude). O estudo no interior de culturas científicas inclui componentes tradicionalmente eliminados da ciência, como os mitos e as ideologias. Utilizar a abordagem epistemológica histórica não é adotar uma escola epistemológica histórica (francesa ou de outra nacionalidade), mas um estilo de pensamento, uma heurística e um método de investigação cujas características principais são (i) a manutenção permanente de uma relação dialética entre epistemologia e história em todos os momentos da investigação; (ii) realizar estudos sobre o desenvolvimento de conceitos e não de teorias; (iii) combinar interesses filosóficos e históricos a interesses científicos que envolva o conhecimento dos fenômenos; (iv) não adotar (1) a ideia de precursor, (2) o critério de demarcação entre ciência e não ciência, (3) a distinção entre história interna e externa e (4) a distinção entre contexto de descoberta e contexto de justificação. A abordagem epistemológica histórica não pratica a abordagem no interior da tradição analítica em filosofia e história da ciência. Por fim, o grupo estimula o trabalho autoral, o espírito científico e almeja contribuir para a aproximação crescente entre as áreas e subáreas do conhecimento.

 FiCeM - Filosofia Crítica e Modernidade

Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Terra

Participantes: Pesquisadores principais:  Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Terra (USP/CEBRAP), Profa. Dra. Marisa Lopes (UFSCar)

Pesquisadores: Prof. Dr. Bruno Nadai (UFABC), Prof. Dr. Fernando Costa Mattos (UFABC/CEBRAP), Prof. Dr. João Geraldo Cunha Martins (UFLA), Prof. Dr. Maurício Cardoso Keinert (USP), Profa. Dra. Monique Hulshof (UFABC), Nathalie de Almeida Bressiani (DR-USP), Prof. Dr. Rurion Soares Melo (USP/CEBRAP), Profa. Dra. Yara Frateschi (UNICAMP)

O Grupo de Pesquisa Filosofia Crítica e Modernidade (FiCeM) reúne um grupo de professores e estudantes que, ao longo de sua formação acadêmica, estiveram direta ou indiretamente ligados ao Grupo de Filosofia Alemã, da Universidade de São Paulo. Esse grupo se reúne regularmente desde 1994, tendo fundado e mantido em funcionamento, em 1996, os Cadernos de Filosofia Alemã, publicação semestral do Departamento de Filosofia da USP.

De um tempo para cá, contudo, o grupo passou a sentir a necessidade de, por um lado, ampliar a sua abrangência temática, tendo em vista a participação de pesquisadores especializados em outras áreas da filosofia, e de, por outro lado, assumir como fio condutor de suas pesquisas e discussões aquilo que já vinha sendo, na prática, o nosso objeto de estudo: a modernidade, compreendida desde o ponto de vista da filosofia crítica.

Nesse sentido, reformulamos o escopo de nossa publicação, os Cadernos de Filosofia Alemã, que passarão a ter por subtítulo, a partir do número 17, “Crítica e Modernidade”, e decidimos reformular a configuração do grupo, tornando-o um grupo inter-universitário (tendo em vista o ingresso de vários dos seus membros em diferentes universidades do país) e cujo fio condutor passaria a ser essa reflexão sobre a modernidade a partir de um quadro teórico fornecido pela filosofia crítica.

Dentre os objetivos atuais do grupo, estão a manutenção de nossas reuniões periódicas, a administração dos Cadernos de Filosofia Alemã, o subsídio às pautas de pesquisa dos membros do grupo e de seus orientandos, bem como a produção e publicação dos resultados, diretos ou indiretos, dessas atividades conjuntas.

  • FILOSOFIA POLÍTICA: Reatualizando os clássicos frente aos problemas da modernidade

O objetivo desta linha é pesquisar temas políticos contemporâneos à luz de autores clássicos da filosofia política. Com isso, abrem-se diversas possibilidades de reflexão seja na leitura rigorosa de textos dessa tradição, seja no diálogo com perspectivas dominantes na discussão de questões políticas atuais.

Pesquisadores responsáveis: Bruno Nadai, Marisa Lopes, Ricardo Terra, Rúrion Melo, Yara Frateschi.

  • FILOSOFIA ALEMÃ: Rupturas e continuidades

O objetivo desta linha é pesquisar autores da filosofia alemã, notadamente após Kant, refletindo sobre o modo como se relacionam com a tradição filosófica ocidental, uns apontando para a necessidade de uma ruptura em relação à mesma, outros insistindo na pertinência do projeto moderno e na necessidade de leva-lo adiante.

Pesquisadores responsáveis: Fernando Costa Mattos, João Geraldo Cunha, Maurício Keinert, Monique Hulshof.

 Grupo de Pesquisa de Exploração computacional de histórias contrafactuais da ciência

Coordenação: Prof. Dr. Osvaldo Frota Pessoa Jr.

Partipantes: Rodrigo de Faria (Doutorando, DF), Daniel Carlos de Melo Marcílio (IC, Escola Politécnica), Rafaela Gesing (IC, IFUSP), Mariana Jó de Souza (IC, IFUSP), Caroline Andreassa Caracho (IC, IAG-USP).

Apresentação: Dentre as abordagens contemporâneas à filosofia da ciência está a análise das relações de causalidade entre “avanços” científicos. Um avanço, neste contexto, é qualquer unidade de conhecimento que possa ser transmitida entre cientistas, o que engloba não só ideias, mas também dados e técnicas experimentais, explicações, leis, definições, problemas, motivações, etc. Nesta fase do projeto, elaboramos “modelos causais” para a astronomia antiga e moderna, a espectroscopia no séc. XIX e a revolução das tectônicas de placas, nos anos 1960. Elaboramos o programa de computador Sim Poss 1, que gera histórias contrafactuais a partir de um modelo causal dado, variando nos mundos possíveis o tempo entre as causas e o efeito, de acordo com uma função de distribuição gama. Isso permite atribuir uma probabilidade para um certo cenário contrafactual.

 Grupo de Pesquisa de Estilos de raciocínio científico

Coordenação: Prof. Dr. Valter Alnis Bezerra

Participantes: Otávio Bueno (U. Miami), Lorenzo Baravalle (UFABC), Claudemir Tossato (Unifesp), Oswaldo Melo Souza Filho (Pirassununga), Osvaldo Frota Pessoa Jr. (USP) e Pablo Mariconda (USP)

Apresentação: Há diferentes estilos de raciocínio nas ciências: formas de conceber e investigar determinados domínios científicos, incluindo padrões de evidência, de inferência, e formas de constituição de objetos nessas áreas. A noção de estilo permite capturar aspectos relevantes da dinâmica da ciência que não seriam abarcados por outras noções metacientíficas, como paradigmas, teorias, programas de pesquisa e tradições de pesquisa, e também possibilita a interpretação e a compreensão mais plenas do processo histórico de desenvolvimento do conhecimento científico e da prática científica. No curso da pesquisa, será realizada uma investigação em três frentes. (I) Uma reflexão filosófica teórica sobre a própria noção de estilo, tanto considerando as propostas já existentes na literatura quanto buscando o desenvolvimento de uma proposta própria. (II) Um mapeamento da variedade de estilos de raciocínio presentes na ciência (dedutivo, hipotético, experimental, estatístico, taxonômico, evolutivo, entre outros) e de suas características distintivas, bem como a exploração do seu potencial para a compreensão de aspectos da prática científica. Incluem-se aqui estudos de casos específicos. (III) A exploração dos desdobramentos possibilitados pela investigação teórica do item (I) e apoiada pelo mapeamento e pelos estudos de casos do item (II), no sentido de uma articulação de novos tipos de estilos (por exemplo, computacional-simulativo, imaginativo-teórico, instrumental). Serão também examinadas as conexões entre nossas concepções acerca dos estilos de raciocínio e as questões relacionadas já tradicionais em filosofia da ciência. Financiamento: CNPq. Realizado em parceria com o Instituto de Estudos Avançados da USP.

 

 

Grupos de Estudo

 

 Grupo de Estudos Espinosanos

Coordenação: Profs Drs Marilena Chauí, Luis César Oliva, Homero Santiago e Tessa Moura Lacerda

Participantes: Graduando: Gabriel Frizzarin Souza;

Mestrandos: Selma de Sá Barros, Rafael dos Santos Monteiro, Victor Fiori

Doutorandos: Antônio David Ferreira, Benito Maeso, Catia Benevenuto de Almeida, Claudia Braga, Dioclézio Domingos Faustino, Fran de Oliveira Alavina, José Marcelo Siviero, Juarez Lopes Rodrigues, Maria Luíza Cracel, Paula Bettani, Ravena Olinda Teixeira, Sacha Zilber Kontic, Thiago Dias da Silva, Virginia Ferreira Costa, Alexandre Leone

Pós-Doutorandos: Alfredo Gatto, Larissa Drigo Agostinho, Maria Cristina Longo, Nastassja Pugliese

O atual Grupo de estudos espinosanos começa a nascer em janeiro de 1995 numa reunião no prédio de História da USP, quando 5 ou 6 amigos tomaram a decisão de prosseguir a leitura dos textos de Espinosa que se iniciara no semestre anterior ao longo de um curso de História da filosofia moderna I dado pela profa. Marilena Chaui e que tinha por objeto a terceira parte da Ética. A partir daí as reuniões passaram a acontecer com certa regularidade, nas tardes de sábado, no espaço oferecido por alguém, na própria USP ou no Centro cultural São Paulo; o objeto de estudo conjunto era o Tratado da reforma da inteligência, na tradução de Lívio Teixeira.

Foi nesse ínterim que Marilena sugeriu recolher alguns dos textos a ela entregues ao final daquele curso de Moderna I e publicá-los, dando origem a uma revista inteiramente dedicada à filosofia espinosana. Pouco tempo depois, a própria Marilena se engajou nas atividades do grupo, as quais se estenderam do Tratado da reforma para outros textos; e, particularmente, foi quando se começou a cogitar o projeto de uma nova tradução da Ética como alternativa à tradicional versão d’Os Pensadores. O trabalho de tradução da obra se iniciou em 2008 e, contando com a colaboração de vários membros do grupo, das mais variadas áreas do conhecimento e ramos da filosofia, o projeto foi concretizado em 2012 e atualmente encontra-se em fase de trâmites de publicação, a ser lançado futuramente pela Edusp.

Os Cadernos espinosanos vieram finalmente à luz em setembro de 96, com o lançamento de um primeiro volume, em três tomos, inteiramente voltado à análise da vida afetiva na perspectiva espinosana. Em simultâneo, realizou-se o I Encontro de estudos sobre o século XVII, o qual deu início à série de colóquios que até hoje são organizados pelo grupo, ora sob a forma de congressos de maior porte, ora (mais freqüente) sob a forma de jornadas dedicadas a um autor ou a um tema específico.

Com o tempo, tais eventos mostraram-se de grande importância para o estabelecimento de laços com outros estudiosos da filosofia moderna de fora da USP; processo ao qual também contribuíram muito a integração do grupo à Associação de estudos filosóficos do século XVII e a participação de seus membros nos encontros nacionais da Anpof, especialmente no GT “Pensamento do século XVII”.

No decorrer dos anos, várias pessoas — graduandos, pós-graduandos, professores — vieram a tomar parte nos trabalhos do grupo, que a partir de certo momento se estabeleceram nas terças-feiras à tarde e passaram a combinar a tradução da Ética e seminários. Estes, embora de início dedicados quase exclusivamente a textos ou temas espinosanos, aos poucos foram se abrindo para outros filósofos seiscentistas, numa clara e natural contribuição dos novos integrantes; foi assim que, entre outras coisas, leram-se o segundo livro do Novo órganon, o Tratado das paixões cartesiano, o Discurso de metafísica de Leibniz.

Após o estabelecimento de uma rotina de trabalho e intercâmbio acadêmico e a manutenção dos Cadernos espinosanos, em 2003 o Grupo de estudos espinosanos passou a contar com auxílio da Fapesp, mediante o projeto temático “Razão e experiência no pensamento moderno”, que se prolongou até fins de 2006, sob coordenação de Marilena Chaui e, num segundo momento, da profa. Maria das Graças de Souza.

Esse período foi particularmente importante para a configuração do grupo. Talvez aí se possa encontrar o marco, se não de uma mudança de rumo, ao menos de uma decidida ampliação de interesses e temas, a qual de resto já se pronunciava. Foi desse forma que, sem prejuízo do original adjetivo “espinosanos” tanto em seu nome quanto no título dos cadernos, o grupo, por assim dizer, oficialmente assumiu-se como um grupo orientado para a filosofia moderna em sua inteireza; ademais, graças à diversidade de pesquisas desenvolvidas em seu interior, ao eixo metafísico que sempre o marcara, o trabalho conjunto pôde, com proveito, estender-se às reflexões de teor mais propriamente científico e político encontradas no interior da modernidade.

Importante ainda, o auxílio da Fapesp facilitou os contatos com pesquisadores estrangeiros, que puderam visitar o grupo e tomar parte nos seminários e nos colóquios, e possibilitou imprimir maior regularidade aos Cadernos espinosanos. Finalmente, foi ao longo desse período que se começou a planejar com a editora Humanitas uma coleção de livros dedicados ao século XVII, tanto estudos quanto traduções de fontes primárias. Os primeiros volumes da coleção “Estudos seiscentistas” apareceram em novembro de 2004.

Desde maio de 2008, o Grupo de estudos espinosanos voltou a contar com o apoio financeiro da Fapesp, agora por meio do projeto temático “Ruptura e Continuidade: Investigações sobre a relação entre Natureza e História a partir de sua formulação pelo Grande Racionalismo Seiscentista”. Aí, reconhece-se uma nova ampliação dos interesses do grupo, bem como as inflexões de seus mais novos membros, no questionamento das relações entre filosofia moderna e filosofia contemporânea. O presente projeto foi oficialmente encerrado em março de 2013.

Quando um grupo de estudos atinge mais de uma década de existência, faz-se desnecessário insistir sobre sua importância, quer dentro do panorama institucional que o acolhe, quer como referência na formação de toda uma geração de estudantes — alguns dos quais se formaram, da iniciação científica ao pós-doutorado, em seu interior, sendo hoje professores em importantes universidades brasileiras. Entretanto, para lá de tudo que se vincula diretamente à só academia ou aos itinerários individuais, é preciso dizer que o grupo espinosano constitui ainda uma valiosa expressão acadêmico-política, na medida em que, nascido por assim dizer de baixo para cima, pôde ao longo dos anos fazer frente a inúmeras e inevitáveis tribulações sem perder seu espírito original, logrando perseguir seu trabalho consciente da existência de uma tradição e sempre preocupado em manter-se aberto aos novos. Nesse sentido, finalmente, é lícito identificar no Grupo de estudos espinosanos algo que está longe de ser de somenos: o exercício de uma prática democrática de pesquisa.

 

 Grupo de Estudos em Estética Contemporânea

Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Nascimento Fabbrini

Participantes: Antonio Luiz Gonçalves Junior (ECA-USP); Artur Sartori Kon (FFLCH-USP) Breno Isaac Benedykt (FFLCH-USP); Cristina Pontes Bonfiglioli (PGEHA-USP); Daniela Blanco (FFLCH-USP); Fabiano Barbosa Viana (FFLCH-USP) Fernanda Albuquerque de Almeida (PGEHA-USP); Paolo Colosso (FFLCH-USP) Patricia Morales Bertucci (ECA-USP) Pedro Gabriel Costa (FFLCH-USP); Renan Ferreira da Silva (FFLCH-USP); Ruy Lewgoy Luduvice (FFLCH-USP).

O Grupo de Estudos em Estética Contemporânea dedica-se ao exame da produção artística, literária e arquitetônica a partir dos anos 1970, recorrendo a diferentes modalidades discursivas, como a reflexão estética, a historiografia da arte e a crítica de arte. Examina, entre outras referências, o dito pós-estruturalismo francês de Jean-François Lyotard, Jean Baudrillard, ou Roland Barthes; a crítica estética de Peter Burger e Fredric Jameson fundada na dita Teoria Crítica da Sociedade (Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Walter Benjamin e Jürgen Habermas) e a reflexão estética sobre a relação entre arte e política (ou arte e vida), a partir dos anos 1990, em Hal Foster, Jacques Rancière, Nicolas Bourriaud e Georges Didi-Huberman.

O Grupo é composto por orientandos em iniciação científica, e em pós-graduação em nível de mestrado e doutorado, na área de estética, do Departamento de Filosofia da FFLCH-USP e por pós-graduandos do Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA-USP). São realizados reuniões quinzenais e eventos regulares como seminários e colóquios.

 Grupo de Estudos Filosofia das Luzes - Modelos e Conceitos

Coordenação: Prof. Dr. Pedro Paulo Garrido Pimenta

 Grupo de Estudos CEPAME (Centro de Estudos de Filosofia Patrística e Medieval de São Paulo)

Coordenação: Prof. Carlos Eduardo Oliveira, Prof. José Carlos Estêvão e Prof. Moacyr Novaes

Secretaria: Julia Maia e Julia Molinari.

Participantes: Aline Dainez, Ana Flávia Santos de Souza, Andre Botelho Scholz, Angélica Ferroni, Carlos Eduardo de Oliveira, Clever Cardoso, Cristiane Ayoub, Daniel Fujisaka, Eliakim Oliveira, Fabrício Cristofoletti, Gustavo Paiva, Heloisa Gusmão, José Carlos Estêvão, Julia Maia, Julia Molinari, Lorenzo Mammi, Luiz Fernando Pereira de Aguiar, Luiz Marcos da Silva Filho, Marcello Cavichioli, Mizael Souza, Moacyr Novaes, Paulo Jorge Leandro Benjoim, Rafael Barberino Rodrigues, Richard Lazarini, Roberto Pignatari, Rodrigo Sote, Tiago Grande.

O CEPAME (Centro de Estudos de Filosofia Patrística e Medieval de São Paulo) reúne, desde 1992, professores, doutores, pós-doutorandos, pós-graduandos e graduandos dedicados ao estudo de História da Filosofia da Antiguidade Tardia, Filosofia Patrística e Filosofia Medieval de diversas universidades paulistas para a realização de pesquisas, seminários e eventos acadêmicos. Os trabalhos em curso são sobre Agostinho de Hipona, Severino Boécio, Pedro Abelardo, João de Salisbury, Tomás de Aquino, Sigério de Brabant, Henrique de Gand, Teodorico de Freiberg, João Duns Escoto e Guilherme de Ockham.

As atividades do CEPAME incluem ainda as atividades do Grupo de Estudos de Latim Medieval (GELM) e do Grupo de Estudos de Paleografia Latina (GEPAL).

 Grupo de Estudos de Filosofia Alemã Clássica 

Coordenação: Profª. Drª. Maria Lucia Cacciola

Participantes: Valter José Maria Filho, Raul Fiker, José Medeiros, Camila Salles Gonçalves, Ivanilde Fracalone, Ricardo   Criciúma, Anderson Gonçalves, Paulo Robertto Pinheiro da Silva

 Grupo de Estudos de Filosofia e Direito

Coordenação: Prof. Dr. Milton Meira do Nascimento

 Grupo de Estudos sobre Republicanismo

Coordenação: Prof. Dr. Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros

Participantes: Prof. Dr. Rodrigo Ribeiro de Sousa (Unicamp), Prof. Dr. Alberto Paulo Neto (PUC-Paraná), Christiane Cardoso Ferreira (USP/doutoranda), Alessandra Tsuji (USP/doutoranda), Éliton Dias da Silva (USP/mestrando), Daniel Tamayo de Lima (USP/mestrando), Carolina Dalla Pacce (USP/Iniciação científica)

O grupo de estudos Republicanismo visa examinar os principais textos responsáveis pela retomada do pensamento republicano na contemporaneidade. Pretende mapear as diversas matrizes republicanas presentes nestes textos e discutir as formas de apropriação e utilização dessas matrizes.  A intenção é entender as razões dessa recuperação do republicanismo e qual seria sua contribuição para o debate político contemporâneo.

 Grupo de Estudos Renascentistas 

Coordenador: Prof. Dr. Sérgio Cardoso

Participantes: Ana Leticia Adame, Caio Eduardo C. Leitão, Silvio Gabriel Serrano Nunes, Edson Querubini, André Scoralik, Maria Cristina Theobaldo, Eugenio Mattiole Gonçalves

 GELM (Grupo de Estudos de Latim Medieval): Tradução das 83 questões diversas de Agostinho de Hipona 

  Coordenação: Prof. Dr. Lorenzo Mammì

Participantes/colaboradores da tradução: Aline Dainez, Ana Flávia Santos de Souza, Andre Botelho Scholz, Angélica Ferroni, Carlos Eduardo de Oliveira, Clever Cardoso, Cristiane Ayoub, Daniel Fujisaka, Eliakim Oliveira, Fabrício Cristofoletti, Gustavo Paiva, Heloisa Gusmão, José Carlos Estêvão, Julia Maia, Julia Molinari, Lorenzo Mammi, Luiz Fernando Pereira de Aguiar, Luiz Marcos da Silva Filho, Marcello Cavichioli, Mizael Souza, Moacyr Novaes, Paulo Jorge Leandro Benjoim, Pedro Fernandes, Rafael Barberino Rodrigues, Richard Lazarini, Roberto Pignatari, Rodrigo Sote, Tiago Grande

 MENS – Grupo de Estudos de Filosofia da mente, neurociência e sociabilidade

Coordenação: Prof. Dr. Osvaldo Frota Pessoa Jr.

Participantes: Rogério Teza (Mestrando, DF), Hugo Neri (Doutorando, DF), Orlando Lima Pimentel (IC, DF), Fabiana Mesquita de Carvalho (Pós-Doutorado, DF), Nara Figueiredo (Pós-Doutorado, DF), Malu Pellachin Chioda, (IC, DF), Victor Sholl Lima (IC, DF), Thaís Vasconcelos Rodrigues (IC, DF)

O grupo MENS (“mente” em latim) se propõe a investigar, a partir da filosofia, aspectos neurocientíficos ligados à sociabilidade e a outros temas da filosofia da mente. Isso inclui os neurônios espelhos como cimento social, a evolução da inteligência maquiavélica, o circuito das emoções e sua evolução (MacLean, Panksepp), o sistema ativador ascendente e estados de vigília, experimentos sobre a representação de celebridades (Quiroga), experimentos sobre tomada de decisão (tipo Libet) e o epifenomenismo (Wegner), e inferência abdutiva e pensamento criativo sob a ótica da teoria do processamento preditivo. Em 2016, o grupo passou a incluir seminários sobre pamprotopsiquismo (monismos russellianos), a filosofia de Jaegwon Kim, filosofia das cores, inteligência articifial e chatbots.

 Grupo de Estudos de História e filosofia da física do pós-guerra

Coordenação: Prof. Dr. Osvaldo Frota Pessoa Jr

Participantes: Diana Taschetto (Mestranda, DF), William Ananias Vallério Dias (Mestrando, DF), Anderson Alves da Silva (Doutorando, DF), Walquíria Godoy (Mestranda, DF), Wanderley Vitorino (Doutorado, EFHC – UFBa/UEFS), Walker Lins (Doutorado, EFHC – UFBa/UEFS), Emanuel Lima de Sousa (IC, DF), André Luiz Fantin (IC, IFUSP), Giovani Garcia (IC, IFUSP)

Apresentação: Examinam-se diversos temas da história e filosofia da física, a partir de 1935: experimento de Einstein, Podolsky & Rosen e a análise de Bohm e Aharonov; desenvolvimento da teoria quântica de campos e sua história no Brasil; teoria das cordas, ajuste fino das constantes e hipótese dos multiversos; filosofia digital e reducionismo ontológico; teoria quântica dos campos topológicos e a teoria de categorias; interpretação ondulatória realista da mecânica quântica; história da Física de Estado Sólido no Brasil; história e filosofia de condensados de quarks e glúons, da supercondutividade e de estrelas de nêutron e ondas gravitacionais.