Em Nietzsche e a obra por fazer: Zaratustra, Scarlett Marton investiga como Assim falava Zaratustra reúne os pilares da filosofia nietzschiana madura: a noção de valor e o procedimento genealógico estão lado a lado com o conceito de vontade de potência, a teoria das forças e o pensamento do eterno retorno do mesmo. Contrariando interpretações tradicionais, Marton argumenta que o problema central da obra não é o eterno retorno nem a ideia de além-do-homem, mas o projeto de transvaloração de todos os valores, para o qual essas ideias funcionam como elementos decisivos. A autora analisa ainda a composição singular de Zaratustra, suas partes e seus conceitos fundamentais, esclarecendo de que modo cada retomada do texto nietzschiano reforça uma leitura integrada e rigorosa de seu propósito filosófico.