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AGENDA DE DEFESAS
FELIPE SA CAVALCANTE ALVES
Orientador(a): Márcio SuzukiCurso: Doutorado
Local: SALA VIRTUAL
Título da pesquisa:
Linguagem e hermenêutica em KierkegaardResumo do trabalho:
Nossa tese tem por objetivo analisar no que consiste o conceito de linguagem e hermenêutica em Kierkegaard. Assim, pretendemos mostrar como a linguagem é fundamentalmente irônica, e que toda comunicação, portanto, baseia-se no mal-entendido. Para o filósofo dinamarquês e os pseudônimos, tal fato é de extrema importância porque a preocupação central de suas obras é comunicar ao outro o estado no qual se encontra, isto é, que está distante de Deus, mas que ainda assim é possível ir de encontro a Ele, vivendo de acordo com as suas exigências. Tarefa árdua e que começa por delinear ao ouvinte a sua real estrutura, deixando-lhe claro que é composto de finitude e infinitude, necessidade e liberdade. Isto é, que é um ser determinado, dotado de certas características, e é a partir da sua limitação[...]
RAFAEL TERUEL COELHO
Orientador(a): Tessa Moura LacerdaCurso: Doutorado
Local: SALA DOS PROFESSORES (114)
Endereço: Rua do Lago, 717 - Edifício de Administração da FFLCH - Cidade Universitária, São Paulo - SP.
Título da pesquisa:
A alma em Elisabeth da Boêmia: uma crítica ao dualismo cartesiano à luz do cânone médico seiscentistaResumo do trabalho:
Nesta tese, investigamos a concepção de alma em Elisabeth da Boêmia à luz da interpretação proposta por Lisa Shapiro (1999; 2007). Para esta estudiosa, a princesa palatina não pode ser considerada uma dualista à maneira de René Descartes, pois ao longo de sua correspondência com o filósofo ela divergiu fortemente de sua metafísica, chegando a ponto de afirmar que “quoy que l’extension n’est necessaire a la pensée, n’y repugnant point, Elle pourra duire a quelque autre fonction de l’ame, qui ne luy est moins essentielle” (AT IV 2). Todavia, nossas investigações não se limitaram à tarefa de atestar a facticidade da interpretação realizada por Shapiro, tampouco apenas à de reconstruir todo o percurso argumentativo da comentadora. Pois, a fim de melhor compreender as questões formuladas por[...]
ANA GABRIELA VILHENA DE MELLO SANTOS
Orientador(a): Marco Antonio de Ávila ZinganoCurso: Mestrado
Local: SALA DOS PROFESSORES (114)
Título da pesquisa:
O próprio da substância nas Categorias: como algo pode mudar sem deixar de ser aquilo que é?Resumo do trabalho:
Esta dissertação investiga a noção aristotélica de substância a partir da definição de seu próprio (ἴδιον) apresentada em Categorias 5. Aristóteles afirma que a substância é capaz de receber contrários permanecendo numericamente una e a
mesma (Cat. 5, 4a10–11; trad. SANTOS, 1995). A pesquisa procura compreender de que modo essa formulação introduz um problema relativo à permanência da identidade do sujeito através da mudança. Para isso, o primeiro capítulo examina a caracterização da substância em Categorias 5 e reconstrói as principais interpretações propostas para essa passagem, tanto na tradição antiga quanto na literatura contemporânea. O segundo capítulo analisa a teoria da mudança desenvolvida em Física I, com especial atenção às noções de substrato, forma e
privação, bem como ao[...]
CELSO MARQUES JUNIOR
Orientador(a): Marcus Sacrini Ayres FerrazCurso: Doutorado
Local: SALA VIRTUAL
Título da pesquisa:
Os nós na trama do tempo: Husserl e o conceito de ZeitbewußtseinResumo do trabalho:
Esta tese investiga a noção de consciência interna do tempo (Zeitbewußtsein) na fenomenologia de Edmund Husserl, situando-se no contexto do renovado interesse crítico proporcionado pela publicação de seus manuscritos sobre a temporalidade. Com base nesse quadro, a pesquisa propõe uma reavaliação do estatuto da temporalidade na constituição da subjetividade transcendental. Em contraste com abordagens predominantemente sistemáticas, o estudo adota uma orientação ensaística, entendida como uma forma de investigação que privilegia a análise conceitual articulada a uma atenção à gênese dos problemas filosóficos. A hipótese central sustenta que a consciência absoluta do tempo, tal como delineada por Husserl, deve ser compreendida a partir de uma estrutura que articula, de maneira inseparável[...]





