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CHAMADA DE COMUNICAÇÕES: Jornadas Afetividade e Política no século XVII (submissão prorrogada até 30/06/2020)

Dados do Evento
NOVA DATA: 1 e 4 de setembro de 2020
Demais dados

Jornadas Afetividade e Política no século XVII

NOVA DATA PARA O EVENTO E PRORROGAÇÃO DO PRAZO PARA INSCRIÇÕES

Em função da pandemia, o evento teve sua data transferida para os dias 1 e 2 de setembro de 2020 e as inscrições foram prorrogadas. Nova data-limite para submissão de resumos: 30 de junho de 2020.

 

Os filósofos concebem os afetos com que nos debatemos como vícios em que os homens incorrem por culpa própria. Por esse motivo, costumam rir-se deles, chorá-los, censurá-los ou (os que querem parecer mais santos), detestá-los. (...) De onde resulta que, as mais das vezes, tenham escrito sátira em vez de ética e que nunca tenham concebido política que possa ser posta em aplicação, mas sim política que é tida por quimera ou que só poderia instituir-se na utopia ou naquele século de ouro dos poetas, onde sem dúvida não seria minimamente necessária. (Espinosa, Tratado Político, cap. I)

 

Uma das marcas do pensamento seiscentista é o relevo dado aos afetos e a maneira inovadora como são tratados (como destaca Descartes na abertura das Paixões da Alma). Parte necessária da natureza humana, os afetos não podem mais ser desprezados ou pura e simplesmente suprimidos como moralmente condenáveis, mas devem ser compreendidos. A partir disso, também a reflexão política ganha outras cores, donde vermos a consideração do medo e da esperança, do desespero e da segurança, ganharem papel relevante na maneira como filósofos tão diversos quanto Hobbes, Espinosa ou Pascal entendem a condução do governo, a relação com o povo e a própria formação do Estado. É a esse cruzamento entre paixões e política, cujas ressonâncias contemporâneas são também notórias, que se dedicarão as Jornadas Afetividade e política no século XVII. O encontro tem como objetivo reunir pesquisadoras e pesquisadores do pensamento seiscentista que tratem deste tema em suas diversas facetas, bem como especialistas em outros períodos e áreas do conhecimento que dialoguem com a abordagem seiscentista do problema.

Participações confirmadas:

Cristiano Rezende (UFG), Érika Itokazu (UnB), Alberto Barros (USP), Homero Santiago (USP), Fran Alavina (UFVJM), Celi Hirata (UFSCAR), Douglas Barros (PUC-Campinas) e Fernando Andrade (Unifesp).

As propostas de comunicação (30 minutos de fala e debate) devem conter o nome e o e-mail do pesquisador, orientador (se houver), instituição, o título definitivo do trabalho, acompanhado de resumo de até 15 linhas (aproximadamente 1200 caracteres com espaço), e ser enviadas até dia 3 de maio próximo. A aceitação dos trabalhos será comunicada até o dia 15 de julho. Cabe destacar que a organização do evento não poderá proporcionar nenhum tipo de auxílio para os participantes. As inscrições, bem como as propostas de comunicação, devem ser feitas exclusivamente pelo site do Departamento de Filosofia da USP (http://filosofia.fflch.usp.br/sites/filosofia.fflch.usp.br/files/icones/inscricao.png http://filosofia.fflch.usp.br/eventos/trabalhos ). Quaisquer dúvidas, contatar a comissão organizadora (gabriel.frizzarin.souza@gmail.com).

Organização: Projeto Temático Poder, Conflito e Democracia, Grupo de Estudos Espinosanos e GT-Pensamento do Século XVII (Anpof).

Apoio: Departamento de Filosofia – FFLCH/USP/ PPG de Filosofia USP, FAPESP, CNPQ.

 

Endereço
Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais, Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária, São Paulo - SP