Jornadas Afetividade e Política no século XVII

Dados do Evento
De 01 a 04 de setembro de 2020
Cartaz e Programação do evento

 

Informações importantes

- O evento será realizado por meio de videoconferência (Google Meet) e os links para o acesso serão disponibilizados no dia de cada Mesa do evento nesta mesma página.

- Haverá inscrição para ouvintes e o interessado deverá permanecer na sala de videoconferência durante toda Mesa. O link para inscrição será divulgado no chat das salas durante as mesas. Fiquem atentos.

Tem dúvidas de como funciona o Google Meet? Acesse: https://support.google.com/meet/

 

Demais dados

Programação
 

01 de setembro (terça-feira)

Mesa 1: 14h – 16h

Apresentação: Luís César Oliva (USP) – Sociedade e amor próprio em Pascal.

Abel dos Santos Beserra (mestrando, USP) - É possível pensar o campo político a partir de Descartes?

 

Beatriz Laporta (mestranda, USP) - Uma breve investigação sobre política em Descartes: o sujeito como homem da experiência.

Debatedor: Rafael Teruel Coelho (mestrando, USP).

 

Mesa 2: 19h30 – 21h30

Fran Alavina (UFVJM)Hobbes e as paixões da revolta

 

Celi Hirata (UFSCAR)Igualdade em Hobbes.  

Debatedor: Alberto Barros (USP).

 

02 de setembro (quarta-feira)

Mesa 3: 14h – 16h 

Douglas Nunes Vieira (mestrando, USP) - Espinosa e a crise imanente ao absolutismo

 

Matheus Romero de Morais (mestrando, USP) - As paixões tristes e a multidão em Espinosa.

Debatedor: Fernando Andrade (UNIFESP).

 

Mesa 4: 19h – 21h30

Sacha Zilber Kontic (doutor, USP) - O desejo masculino de dominação na origem do estado civil: Poulain de la Barre leitor de Hobbes

 

Cleiton Zoia Munchow (mestre, IFMS) - Espinosa de Preciado: potência de agir como potentia gaudendi

 

Flávia Roberta Busarello (doutoranda, PUC-SP) - Ingenium indígena em espaços urbanos: afetos e potências.

Debatedora: Tessa Lacerda (USP).

 

03 de setembro (quinta-feira)

Mesa 5: 14h – 16h

Carmel da Silva Ramos (doutoranda, PPGLM/UFRJ) - Da Teocracia: a sacralização da vida segundo Spinoza

 

Paula Bettani Mendes de Jesus (doutoranda, USP) Semelhança, imitação afetiva e vida comum.

Debatedor: Fran Alavina (UFVJM).

 

Mesa 6: 19h30 – 21h30

Fernando Andrade (UNIFESP) - A estrutura afetiva das formas de governo em Hobbes e dos gêneros de império em Espinosa

 

Douglas Barros (PUC-Campinas)Acerca do juízo moral sobre as paixões: revisitando o tema da moral por contrato. 

Debatedor: Homero Santiago (USP).

 

04 de setembro (sexta-feira)

Mesa 7: 14h – 16h30

Ligia Pavan Baptista (UnB) - A Análise da Natureza Humana como Fundamento da Teoria Politica de Hobbes

 

Álvaro Lazzarotto de Almeida (doutorando, USP) - Desejo de riqueza e desejo de poder na filosofia política de Hobbes

 

Marcelo Cerquera Bonanno (doutorando, UNIFESP)O uso da retórica na construção do discurso de apresentação da nova ciência civil de Thomas Hobbes nos Elementos da Lei Natural e Política.

Debatedora: Celi Hirata (UFSCAR).

 

Mesa 8: 19h30 – 21h30

Éricka Itokazu (UnB)Um possível necessário? A temporalidade como experiência afetiva (título provisório)

 

Cristiano Rezende (UFG) - Uma faca só Luz ou Da serventia das ideias móveis - Espinosa e João Cabral de Melo Neto

Debatedor: Fernando Bonadia (UFRRJ).  

 

 


Jornadas Afetividade e Política no século XVII

 

Os filósofos concebem os afetos com que nos debatemos como vícios em que os homens incorrem por culpa própria. Por esse motivo, costumam rir-se deles, chorá-los, censurá-los ou (os que querem parecer mais santos), detestá-los. (...) De onde resulta que, as mais das vezes, tenham escrito sátira em vez de ética e que nunca tenham concebido política que possa ser posta em aplicação, mas sim política que é tida por quimera ou que só poderia instituir-se na utopia ou naquele século de ouro dos poetas, onde sem dúvida não seria minimamente necessária. (Espinosa, Tratado Político, cap. I)

 

Uma das marcas do pensamento seiscentista é o relevo dado aos afetos e a maneira inovadora como são tratados (como destaca Descartes na abertura das Paixões da Alma). Parte necessária da natureza humana, os afetos não podem mais ser desprezados ou pura e simplesmente suprimidos como moralmente condenáveis, mas devem ser compreendidos. A partir disso, também a reflexão política ganha outras cores, donde vermos a consideração do medo e da esperança, do desespero e da segurança, ganharem papel relevante na maneira como filósofos tão diversos quanto Hobbes, Espinosa ou Pascal entendem a condução do governo, a relação com o povo e a própria formação do Estado. É a esse cruzamento entre paixões e política, cujas ressonâncias contemporâneas são também notórias, que se dedicarão as Jornadas Afetividade e política no século XVII. O encontro tem como objetivo reunir pesquisadoras e pesquisadores do pensamento seiscentista que tratem deste tema em suas diversas facetas, bem como especialistas em outros períodos e áreas do conhecimento que dialoguem com a abordagem seiscentista do problema.

Participações confirmadas:

Cristiano Rezende (UFG), Érika Itokazu (UnB), Alberto Barros (USP), Homero Santiago (USP), Fran Alavina (UFVJM), Celi Hirata (UFSCAR), Douglas Barros (PUC-Campinas) e Fernando Andrade (Unifesp).

 

Organização: Projeto Temático Poder, Conflito e Democracia, Grupo de Estudos Espinosanos e GT-Pensamento do Século XVII (Anpof).

Apoio: Departamento de Filosofia – FFLCH/USP/ PPG de Filosofia USP, FAPESP, CNPQ.

Endereço
Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais, Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária, São Paulo - SP