Estrutura Curricular

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A idéia que preside a organização da Estrutura Curricular é basicamente a de formação, isto é, procura-se familiarizar o aluno com o modo de trabalho, ou partir de diferentes métodos utilizados. Neste sentido, não se privilegia a extensão da informação e sua diversificação panorâmica, forçosamente superficial, mas se procura ilustrar, com alguns autores e temas, a maneira como deve ser lida e analisada uma obra filosófica.

Evidentemente, levando-se em conta uma certa estratégia de formação, procura-se fazer com que os autores e temas escolhidos possuam a relevância histórica dos assuntos fundamentais, aqueles que permitirão ao aluno uma abertura para a compreensão de temas e autores afins.

Com isto se busca um equilíbrio tal que não torne a predominância do caráter formador do curso algo que se contraponha a uma extensão mínima da informação fundamental, sobretudo levando-se em conta que, de alguns anos para cá, a preparação profissional do docente de Segundo Grau inclui-se de forma decisiva entre os objetivos do curso.

  1. Disciplinas Obrigatórias: O curso possui 14 disciplinas obrigatórias, das quais 2 são de 12 créditos e 12 de 6 créditos. Estas disciplinas dividem-se em 3 grupos: I) disciplinas introdutórias, que são Introdução à Filosofia e Filosofia Geral, ambas de 12 créditos, uma em cada semestre, que o aluno obrigatoriamente cursa antes de todas as demais e Introdução à Filosofia I e Filosofia Geral I, ambas de 06 créditos, uma em cada semestre que o aluno cursa no 1º ano; II) disciplinas históricas, que são as Histórias da Filosofia Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea, algumas das quais são ordenadas por pré-requisitos como adiante será descrito; III) disciplinas temáticas, correspondentes às áreas de Filosofia: Estética, Ética e Filosofia Política, Lógica, Teoria das Ciências Humanas e Teoria do Conhecimento e Filosofia das Ciências. No quadro das disciplinas históricas, as História da Filosofia Moderna I e História da Filosofia Moderna II  possuem conteúdo relativamente delimitado, de modo a oferecer o que se considera formação básica necessária para a compreensão dos eixos fundamentais do pensamento filosófico moderno. Nenhuma disciplina, no entanto, possui programa fixo e todas são ministradas por todos os professores do setor, em rodízio. As disciplinas introdutórias são, evidentemente, as que apresentam os maiores problemas, dadas as condições peculiares dos alunos ingressantes. Várias experiências têm sido feitas em termos de estruturação formal e do conteúdo destes cursos, mas a extrema heterogeneidade das classes impede que se chegue a uma fórmula definitiva e satisfatória. Procura-se no entanto conciliar programas mais extensivos, portanto mais adequados às condições concretas dos ingressantes, com um trabalho preparatório aos cursos monográficos, através de seminários monotemáticos que são feitos a par das aulas expositivas de caráter historiograficamente mais amplo.

  2. Disciplinas Optativas: estas estão divididas em optativas departamentais e extra-departamentais. As disciplinas optativas departamentais distinguem-se, pelo estilo de trabalho realizado e pelos pré-requisitos exigidos, que o aluno pode cursar tão logo conclua as disciplinas introdutórias dos 2 primeiros semestres. As disciplinas III têm a função de complementar o estudo desenvolvido nas obrigatórias, ampliando e diversificando o quadro de temas e autores. Para cada disciplina obrigatória existem duas optativas (II e III), que cumprem as finalidades acima mencionadas. Além disto existe um elenco extremamente diversificado de disciplinas extra-departamentais oferecidas principalmente pelos Departamentos da FFLCH. A oferta de optativas por parte dos Institutos tem sido pequena, apesar de o Departamento, na expectativa da reciprocidade, abrir suas disciplinas para todas as Unidades da USP através da Resolução 3045, e receber efetivamente um número razoável de alunos não pertencentes à Faculdade.

  3. Pré-requisitos: as disciplinas introdutórias Introdução à Filosofia e Filosofia Geral são pré-requisitos para todas as demais, obrigatórias ou optativas departamentais, com exceção das duas obrigatórias complementares às disciplinas citadas (Introdução à Filosofia I e Filosofia Geral I). A escolha torna-se livre a partir do 3º semestre, com a seguinte restrição: História da Filosofia Moderna I é pré-requisito para História da Filosofia Moderna II. As demais disciplinas II tem como pré-requisitos as disciplinas I.  Este sistema de pré-requisitos representa o mínimo desejável para a ordenação do curso, tendo em vista a dependência dos conteúdos uns em relação aos outros. Ordenamos a seqüência cronológica apenas nos casos em que existe estrita dependência real dos conteúdos das disciplinas em relação às precedentes.

               
A idéia que preside a organização da Estrutura Curricular é basicamente a de formação, isto é, procura-se familiarizar o aluno com o modo de trabalho, ou partir de diferentes métodos utilizados. Neste sentido, não se privilegia a extensão da informação e sua diversificação panorâmica, forçosamente superficial, mas se procura ilustrar, com alguns autores e temas, a maneira como deve ser lida e analisada uma obra filosófica. Evidentemente, levando-se em conta uma certa estratégia de formação, procura-se fazer com que os autores e temas escolhidos possuam a relevância histórica dos assuntos fundamentais, aqueles que permitirão ao aluno uma abertura para a compreensão de temas e autores afins. Com isto se busca um equilíbrio tal que não torne a predominância do caráter formador do curso algo que se contraponha a uma extensão mínima da informação fundamental, sobretudo levando-se em conta que, de alguns anos para cá, a preparação profissional do docente de Segundo Grau inclui-se de forma decisiva entre os objetivos do curso.