Ontologia em Merleau-Ponty: estrutura, instituição e passividade

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Autor: 
Alex Moura
Editora: 
LiberArs
Ano: 
2018
ISBN/ISSN: 
978-85-9459-064-0

Talvez as dificuldades e as controvérsias provenham de não se ter atinado com o sentido e o alcance da dimensão do pensamento de Merleau-Ponty que se tem designado como filosofia da percepção. Com efeito se consideramos apenas a relação entre percepção e fenomenologia, permanecemos ainda presos aos parâmetros da racionalidade tradicional, o cartesianismo do qual Husserl, afinal, não teria se libertado inteiramente. É preciso reunir a percepção e a ontologia pela mediação da fenomenologia, para alcançarmos uma visão não dicotômica do ser e, assim, uma descrição fenomenológica que libere a ontologia dos dualismos gerados principalmente no alvorecer dos tempos modernos. Assim, a perspectiva ontológica seria, em Merleau-Ponty, tão originária quanto a percepção.
 Ao adotar esta linha de interpretação, o autor deste livro se afasta da visão de alguns intérpretes para os quais a aparecimento da ontologia seria tardio em Merleau-Ponty, mesmo considerando alguns prenúncios nos primeiros livros. Para Alex de Campos Moura, a ontologia é um “eixo constante” na reflexão de Merleau-Ponty. 

Franklin Leopoldo e Silva