Comunicados
AGENDA DE DEFESAS
JULIA BUNEMER NOJIRI
Orientador(a): Lorenzo MammìCurso: Mestrado
Banca:
Local: SALA DE DEFESAS (120)
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315. Edifício de Filosofia e Ciências Sociais. Cidade Universitária, São Paulo - SP.
Título da pesquisa:
O pensamento clássico na Dialética de Santo AgostinhoResumo do trabalho:
Esta pesquisa tem por objetivo a tradução integral e a análise conceitual do tratado inacabado De dialectica, atribuído a Agostinho de Hipona, com vistas à investigação de sua teoria da linguagem no contexto de seu projeto enciclopédico das disciplinas liberais. Partindo do exame da autoria e da tradição manuscrita da obra, o estudo propõe um mapeamento das questões filosóficas e linguísticas que atravessam o texto, situando-o no horizonte intelectual do final do século IV. A análise concentra-se na definição agostiniana da dialética como bene disputandi scientia e em seu tratamento dos signos, das palavras e da estrutura do discurso. Argumenta-se que, apesar de seu caráter fragmentário, o tratado revela uma continuidade teórica significativa com o pensamento de Agostinho, funcionando como[...]
ÁGATHA VICTÓRIA CAVALLARI FERREIRA
Orientador(a): Marcus Sacrini Ayres FerrazCurso: Mestrado
Banca:
Local: SALA VIRTUAL
Título da pesquisa:
Melancolia e criação imaginária no pensamento do jovem SartreResumo do trabalho:
Esta dissertação possui como objetivo afirmar a possibilidade interpretativa de “A náusea” com base na noção de melancolia. Para isso, esta dissertação parte da dupla tarefa de mapeamento e de desenvolvimento do termo, tal como mencionado por Sartre em “A náusea” (1938) e em “O imaginário” (1940). O uso central dessas duas obras se justifica na medida em que consideramos haver entre elas uma relevante comunicação temática. Com isso, pretendemos mostrar que a melancolia é uma chave de leitura importante da narrativa de Roquentin em termos afetivos e estéticos. Portanto, junto às noções de tristeza e de vazio, buscaremos mostrar que a melancolia de Roquentin melhor se esclarece se compreendida como um “sentimento-paixão”. Por seu turno, isso nos levará a destacar a personagem Anny no cenário[...]
ALVARO LAZZAROTTO DE ALMEIDA
Orientador(a): Renato Janine RibeiroCurso: Doutorado
Banca:
Local: SALA 1031
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315. Edifício de Filosofia e Ciências Sociais. Cidade Universitária, São Paulo - SP.
Título da pesquisa:
Construção do conceito de riqueza em HobbesResumo do trabalho:
O conceito de riqueza desempenha, na obra de Thomas Hobbes, função da maior importância em suas teorias das paixões humanas e do poder. Isso porque, em primeiro lugar, o desejo e a busca por riquezas fazem os homens tenderem a conflitos mortais, que somente a solução do contrato social poderá sanar. Em segundo lugar, porque as riquezas, apresentadas no Leviatã como um tipo de potência, constituem a base das relações de poder na República, bem como a própria existência desta, em sua materialidade, enquanto corpo político. Ocorre que a riqueza, contudo, não configura um objeto sobre o qual Hobbes se debruce cuidadosamente, não recebendo do filósofo uma definição ou uma análise explícitas. Esta tese é a construção, a partir de sólidas bases que o Hobbes nos oferece — suas concepções de[...]
MARIANE FARIAS DE OLIVEIRA
Orientador(a): Marco Antonio de Ávila ZinganoCurso: Doutorado
Banca:
Local: SALA 1031
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315. Edifício de Filosofia e Ciências Sociais. Cidade Universitária, São Paulo - SP.
Título da pesquisa:
A interdependência entre definir e demonstrar nos Segundos Analíticos de AristótelesResumo do trabalho:
A presente tese investiga a estrutura metodológica da ciência demonstrativa em Aristóteles, conforme apresentada nos Segundos Analíticos, com foco no problema do início da investigação científica. A dificuldade central examinada decorre da relação entre definição, demonstração e termo médio: se a ciência é conhecimento causal e se a definição exprime a essência, a investigação pareceria pressupor aquilo que apenas seu término pode fornecer. Argumenta-se que essa dificuldade resulta da não distinção entre diferentes níveis de apreensão cognitiva no método aristotélico.
A análise especialmente do Livro II dos Segundos Analíticos mostra que Aristóteles concebe a ciência como um percurso explicativo no qual o reconhecimento de fatos e da existência precede metodologicamente a investigação das[...]
JOÃO LUCAS PIMENTA DA SILVA PINTO
Orientador(a): João Vergílio Gallerani CuterCurso: Doutorado
Banca:
Local: SALA 1031
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315. Edifício de Filosofia e Ciências Sociais. Cidade Universitária, São Paulo - SP.
Título da pesquisa:
Dizer e entender: um estudo sobre a recepção da noção fregiana de sentidoResumo do trabalho:
A tese busca reconstruir e avaliar a recepção da noção fregiana de sentido na filosofia da linguagem contemporânea. Apesar da grande influência das ideias de Frege, sabe-se que sua noção de sentido foi frequentemente considerada uma ferramenta teórica inapta a explicar certos fenômenos característicos da linguagem ordinária. Nossos objetivos centrais são (a) mostrar que muitas críticas àquela noção fundamentam-se sobre a dificuldade em conciliar sentidos fregianos com princípios que, na concepção dos críticos, devem reger teorias semânticas formais para linguagens naturais (i.e. descrições sistemáticas dos significados de expressões e sentenças de linguagens naturais particulares); e (b) argumentar que não é forçoso avaliar a noção fregiana de sentido sob um tal critério (dado, aliás, que[...]
ANDRÉ SAITO CASAGRANDE
Orientador(a): Roberto Bolzani FilhoCurso: Mestrado
Banca:
Local: SALA 114A
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315. Edifício de Filosofia e Ciências Sociais. Cidade Universitária, São Paulo - SP.
Título da pesquisa:
A legitimidade do filósofo-rei platônicoResumo do trabalho:
Esta dissertação investiga o problema da legitimidade do filósofo-rei na República de Platão, propondo uma leitura que recusa compreender o diálogo como a defesa de uma doutrina política acabada. Sustenta-se que a legitimidade do filósofo-rei deve ser entendida a partir do caráter hipotético e investigativo do método platônico, tal como ele se desenvolve no próprio diálogo. Argumenta-se que a figura do governante legítimo emerge progressivamente ao longo do exame da justiça, em resposta às limitações epistêmicas que se tornam visíveis no percurso conduzido por Sócrates e seus interlocutores. A análise dos Livros II a IV mostra que as sucessivas figuras de governante – do guerreiro ao guardião dotado de inclinação filosófica – funcionam como índices do progresso da investigação, antecipando[...]
PABLO DE MORAIS
Orientador(a): Oliver TolleCurso: Doutorado
Banca:
Local: SALA DE DEFESAS (120)
Endereço: Rua do Lago, 717 - Edifício de Administração da FFLCH - Cidade Universitária, São Paulo - SP.
Título da pesquisa:
A música em Hegel e Adorno: uma interlocução mediada por BeethovenResumo do trabalho:
Fundamentalmente, propomos uma interlocução entre G. W. F. Hegel e Th. W. Adorno a partir de L. van Beethoven. Especificamente, na primeira parte do trabalho, visamos determinar em que medida, para Hegel, o tratamento que Beethoven atribuiu à forma-sonata em sua obra instrumental estaria identificado à dissociação entre Form e Gehalt, revelando-se como um sintoma da cisão da subjetividade moderna, uma vez que conduziria ao rompimento da mediação entre a interioridade subjetiva e o Conteúdo espiritual, por conseguinte, ao rompimento da mediação entre necessidade e liberdade. A partir disso, na segunda parte do trabalho, propomos um estudo da recepção adorniana da problematização musical hegeliana acompanhando, em Beethoven: Philosophie der Musik, sua perspectiva acerca da relação entre[...]





