A presente pesquisa tem como objetivo compreender como se apresenta o problema da imagem na filosofia de Sartre, notadamente n’O Imaginário: Psicologia fenomenológica da imaginação, e esclarecer, dessa perspectiva, aspectos da relação entre os conceitos imaginação e liberdade. Para isso, tomamos apoio nos resultados críticos e científicos d’A Imaginação e d’O Imaginário, a partir de uma nova teoria da imagem, segundo a qual a imagem perde seu estatuto de cópia ou simulacro da coisa presente na mente, como sustentava a concepção clássica, e metamorfoseia-se em um tipo especial de consciência, em virtude da intencionalidade husserliana. Nesse quadro, as perguntas centrais que guiam nossa pesquisa são as seguintes: como compreender que a imaginação, na medida em que é capaz de instaurar um estado de não-liberdade ou alienação, possa, ao mesmo tempo, engendrar a liberdade? A partir das primeiras obras de Sartre, nessa etapa da constituição de sua filosofia, como se constitui o problema da imaginação? Se Sartre identifica a natureza da imagem a uma consciência intencional e rejeita o papel da percepção em sua constituição, quais seriam as condições para que uma consciência possa imaginar? O que significa caracterizar a liberdade humana pela possibilidade da consciência de formar imagens? Por que a imagem é definida por seu poder de negação? Como hipótese, sustentamos que a centralidade de O Imaginário não reside apenas na problemática da imagem, mas, sobretudo, no problema da liberdade enquanto problema da imagem descrita fenomenologicamente.
ÁLVARO ITIE FEBRÔNIO NONAKA
Curso
Mestrado
Título da pesquisa
A trama do Irreal: Imaginação e Liberdade em Sartre
Resumo da pesquisa
Orientador
Alex de Campos Moura
Fomento
CAPES
Data da defesa
22/10/2025