ALVARO LAZZAROTTO DE ALMEIDA

Curso
Doutorado
Título da pesquisa
Construção do conceito de riqueza em Hobbes
Resumo da pesquisa

O conceito de riqueza desempenha, na obra de Thomas Hobbes, função da maior importância em suas teorias das paixões humanas e do poder. Isso porque, em primeiro lugar, o desejo e a busca por riquezas fazem os homens tenderem a conflitos mortais, que somente a solução do contrato social poderá sanar. Em segundo lugar, porque as riquezas, apresentadas no Leviatã como um tipo de potência, constituem a base das relações de poder na República, bem como a própria existência desta, em sua materialidade, enquanto corpo político. Ocorre que a riqueza, contudo, não configura um objeto sobre o qual Hobbes se debruce cuidadosamente, não recebendo do filósofo uma definição ou uma análise explícitas. Esta tese é a construção, a partir de sólidas bases que o Hobbes nos oferece — suas concepções de potência, matéria, bem, valor e propriedade — do conceito de riqueza na sua filosofia política. Partindo da indagação quanto à sua natureza no pensamento hobbesiano — se as riquezas são coisas materiais (corpos), se são qualidades dos corpos (acidentes) —, sua compreensão se fará possível levando-se em conta sua identificação com a potência. Mas, se a riqueza deve ser concebida em Hobbes, segundo a definição desta, como um meio que sinaliza a obtenção de um bem no futuro (um signo), contendo em sua essência, pois, a imagem do crédito, ao mesmo tempo deve ser tomada como o conceito que compreende a materialidade já enredada nos vínculos políticos e econômicos mercantilistas.

Orientador
Renato Janine Ribeiro 
Fomento
CAPES
Data da defesa
10/03/2026