As políticas identitárias invadiram todos os espaços no debate contemporâneo, mas ainda que esteja em todas as partes, poucos concordam sobre o que seja. Esta pesquisa apresenta uma tentativa de desemaranhar as coisas, buscar entender como as identidades coletivas começaram a entrar na política e como isso foi se transformando. Como a adoção pontual de estratégias essencialistas – intencionalmente ou irrefletidamente – foi se tornando a lógica dominante e como isso cria uma ilusão de que se luta por justiça, igualdade e democratização quando o resultado passa muito longe disso; não só avançando apenas de maneira ilusória as reais demandas fundantes da identificação inicial, como sabotando os próprios ideais que dizem defender. Essa tese buscará, com um trajeto delimitado, apresentar um pouco do debate, seguir aqueles que indicaram os problemas lógicos das políticas identitárias há décadas, apontando algumas dessas ilusões identitárias e defendendo que, para lutar verdadeiramente por justiça e democracia, é necessário não perder o fim, o objetivo, de vista. Análises, críticas, afinal, podem ser feitas por muitos pontos de partida, e elas tomam formas diferentes a depender disso – como as críticas marxistas às políticas identitárias deixam ver claramente. Aqui, se parte de uma posição na teoria da democracia para analisar como demandas que se dizem democratizantes, por igualdade, liberdade e justiça, tomam, de fato, outras formas.
ADRIANA PEREIRA MATOS
Curso
Doutorado
Título da pesquisa
Estratégias essencialistas, ilusões identitárias: Lutas por justiça e democracia e o (mau) uso das identidades coletivas
Resumo da pesquisa
Orientador
Ricardo Ribeiro Terra
Fomento
Fapesp
Data da defesa
10/02/2026