O projeto de pesquisa tem como objetivo apresentar a estrutura do conceito especulativo de infinito nos escritos de 1801-1803 do jovem Hegel. Parte-se da hipótese de que há duas operações nas análises de Hegel sobre a relação entre o finito e o infinito: 1) uma crítica do núcleo formal das filosofias de Kant e Fichte; 2) um diagnóstico político da modernidade. Textos como Escrito sobre a diferença dos sistemas filosóficos de Fichte e Schelling, Fé e Saber e Sobre as maneiras científicas de tratar o direito natural abordam de forma direta a complexidade de tal conceito. Neles, Hegel recusa a ideia de um infinito transcendente ao finito presente nas filosofias da reflexão em prol de uma infinitude verdadeira, que surge como a dissolução das oposições e como a identidade dos opostos. Com isso, a dupla dimensão do conceito de infinito constitui o elo que conecta a crítica das filosofias da reflexão e a análise das consequências da cisão moderna na eticidade absoluta. Assim, a estrutura do infinito revela a intrínseca relação elaborada por Hegel entre o diagnóstico de época e o significado político da proposta de uma verdadeira filosofia.
Henrique Martins Tragtenberg
Curso
Mestrado
Título da pesquisa
O CONCEITO DE INFINITO EM HEGEL: CRÍTICA AO FORMALISMO MODERNO NOS ESCRITOS DE 1801 A 1803
Resumo da pesquisa
Orientador
Ricardo Ribeiro Terra