Paloma Stratz Carvalho

Curso
Mestrado
Título da pesquisa
POR UMA MORAL DECOLONIAL DA AMBIGUIDADE: O PENSAMENTO FRONTEIRIÇO DE GLORIA ANZALDÚA
Resumo da pesquisa

O presente projeto de pesquisa retoma a problemática da associação entre mulher e natureza, complexificando os argumentos que justificaram tal elo e propondo uma nova perspectiva para o debate ao conceber uma moral decolonial da ambiguidade. O feminismo essencialista considera o elo mulher-natureza como biológico, enquanto a corrente construtivista o vê como histórico-materialista. Ambas as correntes analisam o fato de apenas as mulheres terem sido vinculadas à natureza, em oposição à cultura, o que gerou impactos psicossociais e políticos. Simone de Beauvoir, em Por uma moral da ambiguidade, defende a coexistência de opostos e ambiguidades como parte da condição humana, sem que isso implique falha moral. Este projeto valoriza tal contribuição, apontando, entretanto, os limites eurocentrados da autora. Pretende-se ampliar o debate sobre a ambiguidade, somando outras premissas ao convocar, para tanto, a epistemologia fronteiriça de Gloria Anzaldúa, com o intuito de responder à pergunta: é possível superar a suposta dicotomia excludente entre natureza e cultura, feminino e masculino, propondo uma moral decolonial da ambiguidade, que comporte tais categorias em uma visão não binária?

Orientador
Tessa Moura Lacerda