Nota de falecimento da Profa. Diva Bárbaro Damato
Dinter em Filosofia realiza seminário de pesquisa em SP
Edital do Programa de Pós-Graduação em Filosofia para ingresso no Ano de 2020
Aluno de pós-graduação em Filosofia lança livro de contos premiado no Programa Nascente
Circ.CoPGr/48/2019 e Circ. CoPGr/49/2019
Valter Alnis Bezerra
Histórico Acadêmico
- 2013 Professor Doutor em Filosofia da Universidade de São Paulo
- 2005 Pós-Doutorado pela Universidade de São Paulo.
- 1999 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.
Título do trabalho: Estruturas em busca do equilíbrio: O lugar da metametodologia e o papel da coerência no modelo reticulado de racionalidade científica.
Orientador: Prof. Dr. Caetano Ernesto Plastino. - 1994 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.
Título: Problemas e seus problemas: A estrutura e a dinâmica da ciência vistas sob o enfoque de solução de problemas.
Orientador: Pablo Rubén Mariconda. - 1989 Graduação pela Universidade de São Paulo.
Pesquisa em desenvolvimento
1 - "Neurath ou a coesão da nuvem: A epistemologia singular de um positivista iconoclasta e seus desdobramentos".
O presente projeto de pesquisa visa investigar a epistemologia extremamente original de Otto Neurath (1882-1945) -- filósofo da ciência, sociólogo, economista e, por fim, designer gráfico -- e seus desdobramentos. Este positivista lógico desde o primeiro momento -- integrante do Círculo de Viena, signatário do manifesto "A concepção científica do mundo" (juntamente com Hahn e Carnap), ferrenho adversário da metafísica (que sempre considerou como desprovida de significado), protagonista do debate com Schlick sobre a constituição da base empírica, defensor da noção de "ciência unificada" -- foi, ao mesmo tempo, proponente de algumas teses extremamente originais e que se afastam sobremaneira dos clichês interpretativos usualmente associados ao positivismo lógico. O pensamento de Neurath tem sido redescoberto e reavaliado nos últimos anos, como é bem atestado pela publicação de numerosos volumes a ele dedicados, o que se insere no contexto de um movimento generalizado de reavaliação do Empirismo Lógico como um todo. A epistemologia neurathiana é, a um só tempo, empirista, fisicalista, coerentista, holista, naturalizada, e possui uma dimensão sociológica e histórica. A imagem de ciência resultante incorpora traços como: o pluralismo metodológico; a reorientação rumo a uma visão não estritamente dedutiva de ciência; e a constituição da "base empírica" da ciência (ligada a uma determinada visão acerca da relação teoria-experiência) de tal forma a possibilitar uma forma peculiar de interdisciplinaridade que seria a "ciência unificada". Em muitos desses aspectos, o pensamento de Neurath desponta como um dos mais inovadores e criativos dentro do quadro da filosofia da ciência do século XX -- ainda mais se visto contra o pano de fundo proporcionado pela recepção do programa geral do empirismo lógico. Inegavelmente, sua epistemologia e sua filosofia da ciência apontam no sentido de uma imagem de ciência muito rica, flexível, nuançada e atenta às vicissitudes da práxis. Além da leitura do autor de uma perspectiva interna, prevê-se ainda a possibilidade de se ler Neurath estabelecendo um diálogo com determinadas linhas e vertentes da epistemologia que vicejariam décadas mais tarde, em particular com a epistemologia de Donald Davidson -- suas concepções sobre conhecimento, verdade, coerência, crença, interpretação e intersubjetividade -- e também com a metateoria estruturalista de Balzer, Moulines e Sneed.
2 - " Metateoria estruturalista, filosofia da ciência e metafilosofia"
Resumo: Investigação teórica, metafilosófica e por meio de estudos de caso da metateoria estruturalista (MTE). As perguntas mais gerais que proporcionam um pano de fundo ao projeto são: que papeis a MTE pode realizar de maneira fecunda em filosofia, de modo geral? Que convergências podem ser exploradas e parecem mais promissoras com outras concepções acerca da estrutura e dinâmica do conhecimento? Aspectos de especial interesse para o projeto incluem: (a) A relação entre teoria e experimento, concebida em termos de modelos de dados, subestruturas empíricas, modelos parciais e classes de aplicações pretendidas. (b) As noções de rede teórica e de hólon teórico na MTE como ferramentas para o mapeamento da estrutura do conhecimento científico em larga escala. (c) O papel dos vínculos interteóricos em uma caracterização rigorosa do fenômeno da interdisciplinaridade dentro dos hólons teóricos. (d) Estudo do papel filosófico que pode ser desempenhado pelos valores, pelos 'themata' e pelos estilos de pensamento dentro da MTE, como elementos dotados de eficácia causal, dimensão dinâmica e poder explicativo. (e) Utilização da MTE no metanível como ferramenta para um mapeamento dos modelos filosóficos de racionalidade. (f) Contextualização metafilosófica e colocação em perspectiva da MTE em relação ao panorama contemporâneo amplo das visões sobre o conhecimento filosófico, as imagens filosóficas de ciência e as ferramentas interpretativas recentes. Aqui, estudos são realizados visando nos familiarizarmos com diversos modelos de estrutura e dinâmica do conhecimento e diferentes concepções sobre a historiografia da ciência e a relação entre história e filosofia da ciência.
3 - " Mecanicismo, desmecanização e a ciência na passagem do século XIX para o século XX"
Resumo Valemo-nos aqui de quatro modelos filosófico-historiográficos -- a concepção de imagens de natureza e imagens de ciência de P. Abrantes, o modelo temático de G. Holton, as concepções de estilo científico de I. Hacking, L. Fleck e O. Bueno, e a metateoria estruturalista de Balzer, Moulines e Sneed -- com o objetivo de realizar estudos de caso interpretativos sobre episódios da história da física (e, mais geralmente, da história da ciência) no final do século XIX e início do século XX. Atenção especial é dada às seguintes dimensões: (a) Caracterização das múltiplas variantes e mutações do mecanicismo, com seus variados escopos e desdobramentos, que predominaram na física e em outras áreas do conhecimento durante quase três séculos. Reveste interesse especial a investigação da tensão (e até inconsistência) entre formulações híbridas tardias do mecanicismo e o programa original. (b) Estudo da transição do mecanicismo para a era da física desmecanizada, onde papéis centrais são desempenhados pela teoria clássica do campo, as teorias da relatividade (restrita e geral), a mecânica estatística e, de modo geral, por um renovado ímpeto do programa de geometrização da física. Importantes debates da época sobre o atomismo e sobre o uso de modelos em ciência transcorrem diante desse pano de fundo (c) Investigação das transformações sofridas pela mecânica clássica e pela teoria do campo até o século XX, seja no que diz respeito à sua estrutura formal, seja na sua interpretação, seu estatuto cognitivo e metodológico, e o papel que elas ocupam dentro do edifício do conhecimento científico da modernidade tardia.
| Pesquisador | Título da pesquisa | Categoria |
|---|---|---|
| THIAGO ASTUN CIRINO | Entre Descartes e Newton: o princípio de causalidade na gênese da física clássica | Mestrado |
| JOÃO VITOR FERRARI RABELO | Estruturalismo científico e trivialização | Doutorado |
| KELI DE ASSUMPÇÃO | NÍVEIS DE INTERPRETAÇÃO NA PERCEPÇÃO VISUAL E O “VER COMO” | Mestrado |
| LEONARDO VENTURA DA SILVA | O que distingue o conhecimento da mera crença verdadeira? Uma resposta de Alvin Plantinga. | Mestrado |
| JOSIEL DOS SANTOS CAMARGO | Representação Científica: a axiologia da ciência entre realismos e antirrealismos | Doutorado |
| Lucas Rodrigues de Oliveira | TEORIAS NEOKANTIANAS DO ESPAÇO INTUITIVO: DE RUDOLF CARNAP E ERNST CASSIRER A MICHAEL FRIEDMAN | Doutorado |
Tessa Moura Lacerda
Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 2
Histórico Acadêmico
- 2008 Professora Doutora em Filosofia da Universidade de São Paulo
- 2006-2008 Pós-doutorado pela Universidade de São Paulo
- 2006 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
Orientador: Franklin Leopoldo e Silva
Título do trabalho: A expressão em Leibniz - 2001 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
Orientador: Franklin Leopoldo e Silva
Título do trabalho: Teoria e prática em Leibniz: a política da metafísica - 1997 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo
Pesquisa em desenvolvimento
Expressão: a filosofia de Leibniz como sistema
Descrição: Bolsa de produtividade - modalidade PQ2.
Ruptura e Continuidade: Investigações sobre a relação entre Natureza e História a partir de sua formulação pelo Grande Racionalismo Seiscentista
Resumo: Projeto Temático financiado pela Fapesp que inclui pesquisadores da USP, UNESP, UNIFESP, PUC SP, PUC Campinas entre outras universidades paulistas..
A filosofia expressiva de Leibniz
Resumo: A expressão é uma das noções mais importantes da filosofia de Leibniz. O filósofo a aborda diretamente em alguns textos, porém, mais que um objeto de análise, a noção de expressão organiza e faz convergir reflexões acerca da teologia, da ontologia e da epistemologia leibnizianas.
A abrangência da teoria da expressão como princípio de explicação, que permite pensá-la por um viés teológico, um viés ontológico e um viés epistemológico, permite também uma ampliação das perspectivas. É possível pensar a moral a partir da teologia e da ontologia, a conciliação das igrejas a partir do projeto de uma Característica universal, a linguagem e a questão dos signos a partir da epistemologia. Esses temas “secundários” podem ser organizados em duas grandes questões: a “questão moral” (que envolve direito e religião) e a questão da linguagem.
A pesquisa visa apresentar a filosofia de Leibniz a partir de sua teoria da expressão, mostrando como temas fundamentais e secundários podem ser organizados sob essa perspectiva.