Marilena de Souza Chaui

Marilena de Souza Chaui
Afiliação acadêmica
Professor Emérito
Especialização
História da Filosofia Contemporânea

Histórico Acadêmico

  • 1987 Pós-doutorado pela BNP - Bibliotèque Nationale de Paris
  • 1986 Professor Titular pela Universidade de São Paulo na disciplina de História da Filosofia Moderna
  • 1977 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade
  • 1971 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Profa Dra Gilda Rocha de Mello e Souza 
    Título do trabalho: Introdução à leitura de Espinosa
  • 1967 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior 
    Título do trabalho: Merleau-Ponty e a crítica do humanismo
  • 1965 Licenciatura pela Universidade de São Paulo
  • 1965 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Pesquisa em desenvolvimento

Liberdade e necessidade na ética de Espinosa 
Resumo: Exame da tradição interpretativa da obra de Espinosa em vista de refutar a tese corrente segundo a qual sendo a filosofia de Espinosa uma filosofia da necessidade absoluta que recusa vontade livre para Deus e para o homem é incompatível com uma ética da liberdade.

 

A elaboração espinosana de uma ciência dos afetos (ruptura com a tradição da contingência e afirmação da necessidade)
Resumo: Pretendemos desenvolver nossa pesquisa examinando os conceitos e os procedimentos empregados por Espinosa para romper com a tradição greco-latina da contingência do pathos e da conseqüente impossibilidade de uma ciência das paixões e das ações humanas. Essa ruptura implicará ainda numa subversão teórica sem precedentes, pois afastar a contingência na vida afetiva significa também afastar pressupostos cristãos e modernos, a saber, as imagens da vontade como livre-arbítrio e da razão como poder de governo absoluto das paixões. Nossa pesquisa estará voltada prioritariamente para o exame das Partes II, III e IV da Ética.

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
THIAGO MARTINS DOS SANTOS SILVA A VERDADE NA PROSA DO MUNDO Doutorado
MARIANA RIBEIRO DOS SANTOS KUROWSKI O plano de imanência em Gilles Deleuze: entre o historiador da filosofia e o filósofo Mestrado
DANI BARKI MINKOVICIUS Os ritmos da imanência: duração e eternidade em Bergson e Espinosa Doutorado

Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola

Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola
Afiliação acadêmica
Professor Senior
Especialização
História da Filosofia Contemporânea
E-mail
mcacciola@uol.com.br

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 1C

Histórico Acadêmico

  • 2011 Pós-Doutorado. 
    Universidade de Salento, USL, Itália. 
  • 1990 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Rubens Rodrigues Torres Filho 
    Título do trabalho: Schopenhauer e a questão do Dogmatismo
  • 1982 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Rubens Rodrigues Torres Filho 
    Título do trabalho: A Crítica da Razão no pensamento de Schopenhauer
  • 1975 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo
  • 1966 Graduação Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Pesquisa emdesenvolvimento

A questão do dogmatismo no Idealismo Alemão
Resumo: A pesquisa se refere ao período chamado de idealismo alemão, principalmente nos seus antecessores contemporâneos de Kant, como Reinhold, Schulze e Jacobi. Por meio do estudo dos seus pensamentos, procura-se traçar a gênese do "idealismo" e da de sua evolução. Marca-se assim, levando em conta as diferentes fontes, todas de algum modo relacionadas ao pensamento de Kant, as divergências entre os pensadores, comumente reunidos sob a mesma rubrica de idealistas. Além disso, pretende-se traçar os rumos internos de cada um dos idealistas mais conhecidos como Fichte, Schelling, Hegel e Schopenhauer, mostrando as tendências tardias de suas filosofias, que chegariam mesmo a abandonar as posições de um "idealismo" mais ortodoxo, em direção a posições mais "materialistas".

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
GABRIELA CORBISIER TESSITORE Cultura de Massa e Subjetividade em Walter Benjamin e Theodor Adorno Mestrado
ANDRÉ MÁRIO GONÇALVES OLIVEIRA ÉTICA E ANTINATALISMO: A CRÍTICA DE JULIUS BAHNSEN A SCHOPENHAUER Doutorado

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Maria das Graças de Souza

Maria das Graças de Souza
Afiliação acadêmica
Professor Senior
Especialização
Ética e Filosofia Política
E-mail
mgsouza@usp.br

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 2

Histórico Acadêmico

  • 2005 Professora Titular da disiplina de Ética e Filosofia Política pela Universidade de São Paulo
  • 1999 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: Ilustração e história
  • 1990 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Luiz Roberto Salinas Fortes / Profa. Dra. Marilena de Souza Chaui 
    Título do trabalho: Natureza e ilustração: sobre o materialismo de Diderot
  • 1983 Mestrado em Filosofia pela Universidade  de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. João Paulo Gomes Monteiro
    Título do trabalho: Voltaire e o materialismo do século XVIII
  • 1981 Especialização em Diplôme D'études Approfondes Filosofia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, EHESS, França
  • 1971 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Pesquisa em desenvolvimento

Matéria e história nas luzes francesas
Resumo: Trata-se da relação entre história e política no pensamento moderno, mais especificamente nas luzes francesas, e particularmente na obra dos chamados materialistas da ilustração. A questão central pode ser colocada nos seguintes termos: se considerarmos que o materialismo se apresenta como uma redução do mundo propriamente humano ao campo da matéria, ou seja, ao campo da determinação natural, trata-se de saber como é possível, neste quadro de pensamento, conceber a história, se a entendermos como o domínio próprio da vontade e da ação humana, lugar próprio da indeterminação, da criação, enfim, da liberdade. Nossa hipótese de trabalho é a de que, se o materialismo das luzes se constrói a partir da idéia de natureza, é a partir da noção de natureza que ele pode realizar a crítica da história.

Orientações em andamento

Marco Aurélio Werle

Marco Aurélio Werle
Afiliação acadêmica
Professor Titular
E-mail
mawerle@usp.br

Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 1D

Histórico Acadêmico

  • 2009 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título da tese: A estética de Hegel: sua época e herança
  • 2000 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: A forma da representação poética: filosofia e poesia em Hegel
    Orientação: Prof. Dr. Victor Knoll
  • 1996 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: A noção de poesia em Hölderlin, segundo Heidegger
    Orientação: Prof. Dr. Victor Knoll
  • 1992 Graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa em desenvolvimento

Entre filosofia e literatura: a estética de Hegel na época de Goethe
Resumo: Trata-se de desenvolver alguns tópicos situados no âmbito da fundamentação da estética como disciplina filosófica, cujo pano de fundo ou ponto de fuga é a proposta sistemática da estética de Hegel, na relação com o pré-romantismo (Herder), o classicismo de Weimar (Goethe e Schiller) e o romantismo literário alemão (Hoffmann). Com isso, dou continuidade às investigações em torno da estética de Hegel e sua época, assunto que me vem ocupando nos últimos 15 anos e que alcançou alguns desdobramentos, em termos de publicações: na direção do classicismo de Weimar (tradução dos Escritos sobre arte de Goethe, 2005) e do romantismo (tradução da Doutrina da arte de August Schlegel, 2014). Atualmente encontro-me ocupado com o pré-romantismo, em particular com o pensamento estético do jovem Herder. Minha abordagem de Herder é uma decorrência direta do ?retorno? que venho fazendo de Hegel (Cursos de estética) a August Schlegel (Doutrina da arte) e agora chegando a Herder. O fio condutor desse retorno aos fundamentos do surgimento da estética moderna, da qual Hegel é tributário, passa pela articulação entre as categorias da teoria da arte, da crítica de arte e da história da arte. Quem colocou explicitamente o problema foi August Schlegel, mas quem pela primeira vez mobilizou essas noções foi Herder, no debate com Baumgarten (teoria), Lessing (crítica) e Winckelmann (história da arte). Esse é precisamente o assunto das chamadas Florestas críticas. Nos Cursos de estética de Hegel, apenas a título de informação, a teoria da arte, a história da arte e a crítica de arte encontram-se na base da tríade concernente ao belo ou ao ideal (teoria); às formas de arte simbólica, clássica e romântica (história da arte) e ao sistema das artes particulares: arquitetura, escultura, pintura, música e poesia (assunto da crítica de arte).. 
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. 
Alunos envolvidos: Graduação: (3) / Mestrado acadêmico: (9) / Doutorado: (3) . 
Integrantes: Marco Aurélio Werle - Coordenador.
Financiador(es): Universidade de São Paulo - Outra.

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
Ana Paula Aparecida Caixeta ENTRE ANTINOMIAS: KANT E HEGEL COMO FUNDAMENTOS DE UMA ESTÉTICA EPISTEMOLÓGICA Pós-doutorado
RAQUEL DE FRAGA LOPES A interpretação hermenêutica de poesia em Gadamer Mestrado
Larissa de Moraes Góis A PRESENÇA DE SHAKESPEARE NA ESTÉTICA HEGELIANA Mestrado
RODRIGO PEREIRA MOREIRA DA CRUZ A teoria da arte de Goethe e Schiller, segundo Lukács Mestrado
ERICK GALLANI A TRAGÉDIA ANTIGA E MODERNA EM “IFIGÊNIA EM TÁURIDE” DE J. W. GOETHE Mestrado
RENATO COSTA LEANDRO CASSIRER E GOETHE: ENTRE ARTE E NATUREZA Doutorado
JOÃO AUGUSTO ARAÚJO FERREIRA ESTÉTICA E NATUREZA NA FARBENLEHRE DE GOETHE Mestrado
ICARO GONÇALEZ FERREIRA Goethe como o último dos homéridas: Hermann und Dorothea e a filosofia da arte do Idealismo Doutorado
PEDRO HENRIQUE MARQUES SILVA MAUAD HEGEL EM PARIS: arte e política na aurora da modernidade artística Doutorado
VANER MUNIZ FERREIRA HEIDEGGER E A ARTE DO SEU TEMPO Doutorado
ICARO GONÇALEZ FERREIRA O IDEAL GREGO DE BELEZA NO PENSAMENTO ALEMÃO DOS SÉCULOS XVIII E XIX Doutorado
GUSTAVO DE AZEVEDO TORRECILHA Reflexão e crítica de arte: Hegel e a estética da modernidade Doutorado

Marco Antonio de Avila Zingano

Marco Antonio de Avila Zingano
Afiliação acadêmica
Professor Titular
Especialização
História da Filosofia Antiga
E-mail
mzingano@usp.br

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 1A

Histórico Acadêmico

  • 2018 Professor Titular pela Universidade de São Paulo 
  • 2005 Livre-docência pela Universidade de São Paulo
    Título: Estudos de Ética Antiga
  • 2003 Pós-doutorado pela University of Oxford
  • 1999 Pós-doutorado pela Ecole Normale Supérieure Rue D'ulm Paris
  • 1993 Doutorado em Filosofia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales 
    Orientação: Prof. Dr. Cornelius Castoriadis
    Título do trabalho: Vertu et Délibération. Une étude de la notion de prohairesis chez Aristotle
  • 1987 Mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
    Orientação: Prof. Dr. Denis Lerrer Rosenfield 
    Título do trabalho: Razão e História em Kant
  • 1983 Graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Pesquisa em desenvolvimento

A Filosofia de Aristóteles
Resumo: O presente projeto de pesquisa visa ao estudo sistemático da filosofia de Aristóteles, buscando pôr em evidência as relações conceituais vigentes entre suas diferentes disciplinas. Tal tarefa requer ir ao núcleo das decisões metafísicas de Aristóteles, em particular sobre a posição da razão em seu sistema e sobre os seus diferentes usos (prático, teórico e produtivo). Neste sentido, destacam-se, no domínio teórico, as doutrinas aristotélicas do ser, da predicação, da verdade e da alma; no domínio prático (moral e política), destacam-se a sua teoria da ação, da deliberação e da escolha. Igualmente, a influência e a apropriação da filosofia aristotélica será estudada com vistas a uma melhor compreensão dela própria e de sua história intelectual. O projeto conta com sete professores, todos diretamente envolvidos com temas da filosofia aristotélica em meio universitário. É comum a todos os pesquisadores a atitude de buscar a clareza conceitual e de privilegiar o fundamento metafísico da filosofia aristotélica e, por conseguinte, de nele embasar suas abordagens dos textos de Aristóteles.

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
ANDRESSA NOGUEIRA DA SILVA AMARAL A concepção de prudência em Aristóteles Mestrado

Leon Kossovitch

Leon Kossovitch
Afiliação acadêmica
Professor Emérito

Histórico Acadêmico

  • 1982 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título: Condilac Lúcido e Translúcido
    Orientador: Marilena de Souza Chaui
  • 1970 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
    Título: Força e Retorno em Nietzsche
    Orientador: Marilena de Souza Chauí
  • 1969 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo
  • 1965 Graduação em Engenharia pela Escola de Engenharia do Triângulo Mineiro

Pesquisa em desenvolvimento:

Os discursos e as doutrinas no campo historiográfico das artes
Resumo: 1) Os limites cronológicos dos discursos de doutrina: entre Górgias e o século XIX, quando o idealismo e o romantismo enterram o campo preceptivo em benefício da subjetividade autônoma; 2) Não há intervalo, dito 'medieval', em que as doutrinas desfaleçam: Monge Teófilo no século XII ocidental e Monge Dionísio de Furno no campo tratadístico grego, como atualizadores exemplares dos discursos greco-romanos, dos enciclopédicos, como de Plínio o Velho, aos hagiográficos, que, tendo por referência a obra de São Jerônimo, inclui-se em âmbito discursivo da história, como se lê em Suetônio, Plutarco, etc; 3) A exterioridade oriental: a ausência de discursos no Oriente Médio, seja antes da conquista de Alexandre, seja depois, principalmente nos tempos do poder dos Partas e dos Sassânidas, cuja arte informa, enquanto designação, a arte cristã uterior, ainda presente na área oriental, da Rússia à Síria, e dominante até 1200 na Europa Ocidental; 4) Leituras de escritos que tratam das artes é exigência que reformula a ignorância da historiografia moderna dos gêneros, o que arruína a compreensão das artes. Tal ruína se atribui à subjetivação discursiva saída do idealismo alemão e dos romantismos diversos, com confirmação ulterior pelo positivismo. O que se joga nos discursos antigos nos gêneros: do humilde, que ensina artes ao epidítico com suas ecfrases do panegírico; a gama dos discursos de artes e sua diversidade interpretativa.

Orientações em andamento

Lorenzo Mammì

Lorenzo Mammì
Afiliação acadêmica
Professor Titular
Especialização
História da Filosofia Patrística e Medieval
E-mail
mammi@uol.com.br

Histórico Acadêmico

  • 2009 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: Santo Agostinho e as Artes Liberais
  • 1998 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Franklin Leopoldo e Silva
    Título do trabalho: Santo Agostinho, O Tempo e a Música
  • 1990 Graduação em Música pela Universidade de São Paulo

Pesquisa em desenvolvimento

Som e Imagem: Formas simbólicas e limites da linguagem na Literatura Patrística ocidental
Resumo: A cristianização do Ocidente levou a uma rejeição das práticas musicais e representativas tradicionais, comprometidas com o paganismo. A condenação dos espetáculos teatrais, por um lado, e o receio da idolatria, por outro, foram obstáculos importantes à transmissão das práticas artísticas antigas. No entanto, justamente nessa época (entre os séculos IV e VIII da era cristã) foram criadas as bases de um novo tipo de arte e de música, cujas características são fundamentais para entender o desenvolvimento ulterior da cultura européia. As pesquisas conduzidas até o presente momento sobre as teorias musicais e o pensamento estético na literatura patrística me parecem mostrar alguns limites, que têm dificultado a compreensão de aspectos essenciais dessa transição. Por um lado, especialmente nos estudos musicais, prestou-se uma atenção quase exclusiva aos tratados técnicos, que em geral se preocupam em transmitir a tradição científica grega de maneira o mais possível fiel (com equívocos, é verdade, que não são de todo casuais e irrelevantes), enquanto os textos que tratam do uso pastoral e do significado místico dos cantos não são estudados sistematicamente, comparecendo apenas por algumas citações de praxe. Na minha tese de doutorado, tentei mostrar, em primeiro lugar, a relação entre novo valor dado à música e surgimento de uma idéia de consciência na obra de Agostinho de Hipona; em segundo lugar, como essa relação sustenta não apenas muitos aspectos do pensamento agostiniano (a relação entre música e linguagem, música e consciência e, por essa via, a relação entre música e tempo), mas também a estrutura profunda do canto cristão posterior, tão distante da tradição grego-romana. A uma idéia de música como forma proporcional objetiva, presente nas relações entre medidas sonoras, típica da cultura antiga, corresponde, em época cristã, um modelo de canto como expressão de um movimento interior, que se expressa não nos, mas mediante os sons.

Orientações em andamento

José Raymundo Novaes Chiappin

José Raymundo Novaes Chiappin
Afiliação acadêmica
Professor Colaborador da Pós-graduação
Especialização
Teoria do Conhecimento e Filosofia da Ciência
E-mail
chiappin@usp.br

Histórico Acadêmico

  • 2016 - Doutorado em andamento em Direito Comercial. 
    Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, FD, Brasil. 
    Título: Regulação e Desenvolvimento, 
  • 2006 - Livre-docência. 
    Faculdade de Economia e Administração - Universidade de São Paulo, FEA - USP, Brasil. 
    Título: Programa de Pesquisa sobre a relação entre Economia e Política: contratualismo versus utilitarismo
  • 2005 - Doutorado em Física. 
    Instituto de Física - USP, IF - USP, Brasil. 
    Título: Modelos estocásticos aplicados à transição de fase
  • 1997 - Doutorado em Economia. 
    Faculdade de Economia e Administração - Universidade de São Paulo, FEA - USP, Brasil. 
    Título: Racionalidade, Jogos Dinâmicos, Métodos Estocásticos Markovianos e Comportamento Coletivo, Ano de
  • 1989 - Doutorado em Filosofia. 
    University of Pitsburgh, U.S.A., Estados Unidos. 
    Título: Duhem's Theory of Science: An Interplay Between History and Philosophy of Science,
  • 1985 - Mestrado em Filosofia. 
    University of Pittsburgh, PITT, Estados Unidos. 
    Título: sem dissertação,Ano de Obtenção: 1989.
  • 1979 - Mestrado em Física. 
    Instituto de Física - USP, IF - USP, Brasil. 
    Título: Transições de fase no modelo de Ising com campo transverso -
  • 2011 - Graduação em Direito. 
    Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, Brasil. 
    Título: Os Fundamentos Econômicos e a Engenharia Jurídica do Regime de Meta de Inflação. 
    Orientador: Carlos Ari Sundfeld.
  • 1979 - Graduação em Filosofia. 
    Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas-Universidade de São Paulo, FFLCH - USP, Brasil.
  • 1976 - Graduação em Física. 
    Instituto de Física - Universidade de São Paulo, IF - USP, Brasil.

Pesquisas em desenvolvimento

Teorias econômicas e jurídicas do desenvolvimento econômico e social

Descrição: O objetivo inicial é a reconstrução racional do programa de pesquisa sobre as teorias do desenvolvimento econômico: Schumpeter, Rosenstein-Rodan, Nurkse, Rostow, Kuznets, Lewis, Gunnar Myrdal, Hirschman, Harrod Domar, Solow, Ramsey, Furtado, Modelos de Cass-Ramsey e Modelos endógenos. Além disso, o objetivo é o de estudar a relação entre o direito e o desenvolvimento econômico. Como elaborar e construir mecanismos institucionais capazes de proporcionar os estímulos e incentivos ao desenvolvimento econômico.. 

Integrantes: José Raymundo Novaes Chiappin - Coordenador / Ana Carolina Corrêa da Costa Leister - Integrante.

Número de produções C, T & A: 5

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
DANILO MIRANDA RODRIGUES As origens da cosmologia científica: as heurísticas de Einstein e de Friedmann Doutorado

José Carlos Estêvão

José Carlos Estêvão
Afiliação acadêmica
Professor Senior
Especialização
História da Filosofia Patrística e Medieval
E-mail
jcestev@usp.br

Histórico Acadêmico

  • 2009 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: Pedro Abelardo: Ética ou Conhece-te a ti mesmo
  • 2002 Pós-doutorado pela École Normale Supérieure, rue d'Ulm. Paris, França
  • 1996 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
  • Título do trabalho: Sobre a liberdade em Guilherme de Ockham
  • 1990 Mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Título do trabalho: A ética de Abelardo e o indivíduo
  • 1975 Bacharelado em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Pesquisa em desenvolvimento

Sobre a presença medieval de Agostinho
Descrição: A recepção medieval de Aristóteles sofre forte influência da leitura da obra de Agostinho. Ao mesmos tempo, modifica-se a maneira de compreendê-lo. Parece desenhar-se um "Agostinho medieval". Ou seja, um certo modo de manter presente a problemática e, muitas vezes, a letra de Agostinho, ainda que - por razões a serem discutidas - não seja comum comentá-lo textualmente. É provável que não se entenda Anselmo de Cantuária sem referência direta a Agostinho. A relação se torna mais elíptica, embora expressa, em Pedro Abelardo (como na "Teologia do sumo bem" e na "Ética"). É notoriamente reivindicada por autores como Henrique de Gand, João Duns Escoto e Guilherme de Ockham. Há também, ainda no século XIII, comentadores de Agostinho, como o dominicano Nicolau Trevet. Trata-se de buscar esboçar as diferentes figuras desta apropriação e indicar a intensidade do impacto conceitual decorrente. O trabalho compreendeu um estágio de pesquisa (FAPESP, 2017/21858-4) ligado ao seminário dirigido por Christophe Grellard (L'ignorance invincible et le problème de l'hétérodoxie. De Jean Gerson à Jean Nider) na École pratique des hautes études, Paris. 
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. 
Integrantes: José Carlos Estêvão - Coordenador / Gustavo Barreto Vilhena de Paiva - Integrante.
Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - Bolsa.

 

A recepção medieval de Aristóteles
Resumo: A recepção de medieval de Aristóteles é o elemento determinante da Filosofia Medieval. Uma de suas vertentes mais profícuas, a tradição nominalista, cujos desdobramentos nos indicam a direção da Modernidade, leva o aristotelismo a seus limites: sem abandonar o terreno aristotélico, trabalha já nos limites extremo da filosofia peripatética. Interessa-nos, em particular, justamente os pontos de tensão e (quase)-ruptura.

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
Fernando Del Pozzo Graciano de Souza A ARQUITETURA METAFÍSICA DO ENTE EM JOÃO DUNS ESCOTO: DA NATURA COMMUNIS À CONSTITUIÇÃO DO SINGULAR Doutorado
JÚLIA RODRIGUES MOLINARI A função teológico-política do “teólogo” nos escritos políticos de Guilherme de Ockham Doutorado
ANDRÉ BOTELHO SCHOLZ Prudência segundo João de Salisbury Doutorado

José Arthur Giannotti

José Arthur Giannotti
(1930-2021)
Afiliação acadêmica
Professor Emérito
E-mail
giannotti@cebrap.org.br

Outorga de Professor Emérito - 25.06.1998

Histórico Acadêmico

  • 1960 Livre-docência pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil. 
    Título: Alienação do trabalho objetivo.
  • 1957 Pós-Doutorado pela Universite de Paris XI (Paris-Sud), U.P. XI, França. 
  • 1953 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título: John Stuart Mill: o psicologismo e a fundamentação lógica
    Orientador: Gilles Gaston-Granger
  • 1982 Especialização em Filosofia pela Columbia University, CUNYC, Estados Unidos
  • 1973 Especialização em Filosofia pela Yale University, Y.U., Estados Unidos