Fundamentalmente, propomos uma interlocução entre G. W. F. Hegel e Th. W. Adorno a partir de L. van Beethoven. Especificamente, na primeira parte do trabalho, visamos determinar em que medida, para Hegel, o tratamento que Beethoven atribuiu à forma-sonata em sua obra instrumental estaria identificado à dissociação entre Form e Gehalt, revelando-se como um sintoma da cisão da subjetividade moderna, uma vez que conduziria ao rompimento da mediação entre a interioridade subjetiva e o Conteúdo espiritual, por conseguinte, ao rompimento da mediação entre necessidade e liberdade. A partir disso, na segunda parte do trabalho, propomos um estudo da recepção adorniana da problematização musical hegeliana acompanhando, em Beethoven: Philosophie der Musik, sua perspectiva acerca da relação entre Hegel e Beethoven, assim como da recepção romântica dessa relação, isto é, considerando Adorno como alguém que articula a reflexão dialética não mais a partir da centralidade do espírito, mas a partir de um aprofundamento no momento do negativo, promovendo uma reflexão crítica desde o interior da própria dialética idealista hegeliana segundo o estabelecimento de uma mediação entre Hegel e Beethoven.
PABLO DE MORAIS
Curso
Doutorado
Título da pesquisa
A música em Hegel e Adorno: uma interlocução mediada por Beethoven
Resumo da pesquisa
Orientador
Oliver Tolle
Fomento
CNPq
Data da defesa
20/03/2026