Renato Janine Ribeiro 

Renato Janine Ribeiro 
Afiliação acadêmica
Professor Senior
Especialização
Ética e Filosofia Política
E-mail
rjanine@usp.br

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ SR

Histórico Acadêmico

  • 1993 Professor Titular da disciplina de Ética e Filosofia Política pela Universidade de São Paulo
  • 1991 Livre-docência pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: Ensaios antigos
  • 1993 Pós-Doutorado pela British Library, Grã-Bretanha
  • 1984 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientador: Luiz Roberto Salinas Fortes
    Título: Ao leitor sem medo - Hobbes escrevendo contra o seu tempo
  • 1973 Mestrado em Filosofia pela Universite de Paris I (Pantheon-Sorbonne), França
    Orientador: Pierre Burgelin
    Título: La notion de souverain chez Thomas Hobbes
  • 1971 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Linha de pesquisa

Ética e Filosofia Política

Pesquisa em desenvolvimento

Os clássicos da filosofia política permitem entender a ação política atual?
Descrição: Partindo de Maquiavel, continuando por Hobbes e Locke e chegando a Rousseau, indago de que modo os clássicos da filosofia política contribuem para a compreensão da ação política. Não se trata de ver como constituem os grandes conceitos, ou ajudam a pensar as instituições - mas sim de ver como a ação política, ela própria, pode ser entendida por eles. Maquiavel é exemplar neste sentido, ao colocar a virtù como o grande fator que permite pensar a ação, em contraponto à limitação que a fortuna impõe. No caso de Hobbes, porém, seu grande conceito de soberania não permite facilmente a sintonia fina da ação política - da mesma forma que o livro de Marx mais próximo desta última, o Dezoito Brumário, tampouco ajuda a entender em que se opõem Orleans, Bourbons e republicanos moderados. A investigação trilha assim caminhos difícies. Uma hipótese razoável é que Rousseau, que contribui como Hobbes e Marx para uma compreensão macro com o Estado desenhado no Contrato Social, ajuda ao entendimento do micro - da ação política - com os conceitos de amor próprio e de vaidade, dois temas, porém, cujo estudo recuou extraoridnariamente nos últimos dois séculos. Em suma, trata-se de ver se o recorte entre a filosofia política ,com os grandes conceitos, e a ciência política, com a imediatez da ação política, procede, ou se a filosofia pode avançar mais na compreensão da ação política.. 

Integrantes: Renato Janine Ribeiro - Coordenador.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Bolsa.

Utopia e realismo na leitura da política e da condição humana


Descrição: Analisar duas perspectivas antagônicas na compreensão da política e do humano: primeira, a utópica (Morus, Rousseau, Marx, Wilhelm Reich), que vê todos os males da humanidade como (1) produzidos (2) por uma única causa (geralmente, a propriedade privada) e, portanto, (3) passíveis de serem superados completamente pela mudança nesta causa; segunda, a "realista" (Maquiavel, Hobbes, Nietzsche, Freud), que considera que a condição humana sempre terá inconvenientes e que, tendo-se consciência destes e da impossibilidade da utopia, pelo menos será possível administrá-los e reduzir os danos, sem cair na distopia que seria o indesejável mas inevitável resultado das utopias.. 

Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico: (2) Doutorado: (2).
Integrantes: Renato Janine Ribeiro - Coordenador.

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
BRUNA NEVES BARBOSA Mestrado
JOSÉ AUGUSTO CEREIJIDO ALTRAN A Desobediência Thoreauviana - uma disposição u-tópica por democracia social Doutorado
Victor Frohlich Cortez DA TRADIÇÃO DO UM AOS DILEMAS DA PLURALIDADE: HANNAH ARENDT EM INTERFACE COM O PENSAMENTO POLÍTICO CONTEMPORÂNEO Doutorado
MBAIDIGUIM DJIKOLDIGAM Hobbes, ou a religião nos limites da filosofia política Doutorado

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Paulo Eduardo Arantes

Paulo Eduardo Arantes
Afiliação acadêmica
Professor Senior
E-mail
p.e.arantes@uol.com.br

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 1A

Histórico Acadêmico

  • 1973 Doctorat de Troisième Cycle pela Université de Paris X, Nanterre, França
    Título: Hegel: l'Ordre du Temps
    Orientador: Jean Toussaint Desanti
  • 1967 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Olgária Chain Feres Matos 

Olgária Chain Feres Matos 
Afiliação acadêmica
Professor Senior
Especialização
Teoria das Ciências Humanas
E-mail
olgaria@uol.com.br

Histórico Acadêmico

  • 1993 Pós-Doutorado pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França
  • 1991 Livre-docência pela Universidade de São Paulo
    Título: Benjamin: Crítica da Razão Insuficiente
  • 1986 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título: Os arcanos do inteiramente outro: A Escola de Frankfurt, Melancolia, A Revolução
    Orientador: Marilena de Souza Chauí
  • 1974 Mestrado em Filosofia pela Université Paris 1 (Panthéon-Sorbonne), França
    Título: Rousseau um arqueologia da desigualdade
    Orientador: Pierre Burgelin
  • 1972 Especialização em Licenciatura em Filosofia pela Universidade de São Paulo
  • 1970 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo
Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
Vinícius Canhoto Gomes Machado Walter Benjamin e a cidade-livro: Paris e a literatura Pós-doutorado
Gabriel Morais Medeiros espectros da civilização do lazer -- fantasmagorias dos anos noventa Pós-doutorado
Júlia Madureira Abs O Corpo Pós-midiático: constelações benjaminianas Pós-doutorado
DIEGO ROBERTO NEVES TAVARES A ESTETIZAÇÃO DA BUROCRACIA EM THE PALE KING, DE DAVID FOSTER WALLACE Doutorado
MICHEL AMARY NETO A origem do conceito de alteridade em Walter Benjamin Doutorado
MICHEL AMARY NETO A ORIGEM DO CONCEITO DE ALTERIDADE EM WALTER BENJAMIN Doutorado
Julia Bunemer Nojiri O ABSOLUTAMENTE TRIVIAL: O ESPÍRITO DAS ROUPAS ENTRE HEGEL E ADORNO Doutorado

Milton Meira do Nascimento

Milton Meira do Nascimento
Afiliação acadêmica
Professor Senior
Especialização
Ética e Filosofia Política
E-mail
milton@usp.br

Histórico Acadêmico

  • 2006 Professor Titular da disciplina de Ética e Filosofia Política pela Universidade de São Paulo
  • 2000 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: Figuras do corpo político - O último dos artefatos morais
  • 1987 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Luiz Fernando Batista Franklin de Matos 
    Título do trabalho: Opinião pública, verdade e revolução: aspectos do discurso político na França revolucionária
  • 1978 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. João Paulo Gomes Monteiro
    Título do trabalho: O contrato social ou as ilusões do jogo do poder
  • 1980 Especialização em Diplôme D'études Appronfudues em Filosofia pela Université Paris 1 (Panthéon-Sorbonne), Sorbonne, França.
  • 1971 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Pesquisa em desenvolvimento

Paradoxos da opinião pública na política contemporânea
Descrição: Este projeto tem por objetivo a indagação do papel da opinião pública no embate político que se trava no sentido de encontrar uma saída para os impasses da democracia representativa. Consequentemente, trata-se de analisar as tentativas de criação de espaços públicos de embate, de discussão, no qual a explicitação das diferenças faz sentido quando se tem em vista a construção do bem comum. 

Integrantes: Milton Meira do Nascimento - Coordenador.

 

O jusnaturalismo de Pufendorf
Descrição: Este projeto tem como escopo a análise e problematização da especificidade do jusnaturalismo de Pufendorf, em sua relação de oposição a Grotius e a Hobbes.. 

Integrantes: Milton Meira do Nascimento - Coordenador

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
NDEILENGAR JEAN TOG HADOUMADJI DEMOCRACIA EM ROUSSEAU: UMA TIRANIA DA MAIORIA? Mestrado
Emerson Oliveira do Nascimento GENEALOGIA DA RAÇA: O NASCIMENTO DA DIFERENÇA SOB O REGIME DA RAZÃO OCIDENTAL Doutorado
Ricardo Jose de Almeida OPRIMIDO, OPRESSOR E O PARADOXO DO INIMIGO-CÚMPLICE EM MAQUIAVEL Doutorado

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Maurício Cardoso Keinert

Maurício Cardoso Keinert
Afiliação acadêmica
Professor Doutor
Especialização
História da Filosofia Moderna II
E-mail
mkeinert@usp.br

Formação Acadêmica

  • Membro do Projeto Temático da FAPESP: Moral, política e direito: autonomia e teoria crítica.
  • Membro do Grupo de Filosofia da Alemanha e do conselho editorial da Revista de Filosofia da Alemanha, ambos da USP.
  • É um dos editores do Selo Editorial “Esfera Pública”. É sócio fundador da Seção Regional “Gérard Lebrun” da Sociedade Brasileira de Kant.
  • 2007 Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Supervisor: Prof. Ricardo Ribeiro Terra
    Título: Crítica e Autonomia em Kant: a Forma Legislativa entre Determinação e Reflexão
  • 2002 Mestre em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Supervisor: Prof. Ricardo Ribeiro Terra
    Título: Da ideia ao julgamento: o problema do propósito na relação entre razão e natureza em Kant
  • 1998 Bacharelado em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Pesquisa atual

Moralidade, política e direito: autonomia e teoria crítica [Projeto Temático FAPESP/CEBRAP]
Este projeto pretende ser não apenas uma investigação sobre a tradição da Teoria Crítica e seus problemas, mas também uma investigação a partir dos desenvolvimentos desta vertente intelectual. O fio condutor escolhido é o conceito de autonomia, noção cujo exame crítico nos permite não só articular os diferentes domínios da Moralidade, da Política e do Direito na atualidade, mas também operar com diferentes propostas críticas nas investigações aplicadas. O projeto em uma caracterização geral consiste nos seguintes momentos: (1) posicionamento do conceito de autonomia na tradição filosófica e na teoria social; (2) posicionamento da noção de autonomia nas diferentes concepções da teoria social e nos diferentes modelos da Teoria Crítica da atualidade; (3) investigações aplicadas nos campos do Direito, Política e Moral, a partir de um escrutínio crítico da noção de autonomia.

Marilena de Souza Chaui

Marilena de Souza Chaui
Afiliação acadêmica
Professor Emérito
Especialização
História da Filosofia Contemporânea

Histórico Acadêmico

  • 1987 Pós-doutorado pela BNP - Bibliotèque Nationale de Paris
  • 1986 Professor Titular pela Universidade de São Paulo na disciplina de História da Filosofia Moderna
  • 1977 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade
  • 1971 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Profa Dra Gilda Rocha de Mello e Souza 
    Título do trabalho: Introdução à leitura de Espinosa
  • 1967 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior 
    Título do trabalho: Merleau-Ponty e a crítica do humanismo
  • 1965 Licenciatura pela Universidade de São Paulo
  • 1965 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Pesquisa em desenvolvimento

Liberdade e necessidade na ética de Espinosa 
Resumo: Exame da tradição interpretativa da obra de Espinosa em vista de refutar a tese corrente segundo a qual sendo a filosofia de Espinosa uma filosofia da necessidade absoluta que recusa vontade livre para Deus e para o homem é incompatível com uma ética da liberdade.

 

A elaboração espinosana de uma ciência dos afetos (ruptura com a tradição da contingência e afirmação da necessidade)
Resumo: Pretendemos desenvolver nossa pesquisa examinando os conceitos e os procedimentos empregados por Espinosa para romper com a tradição greco-latina da contingência do pathos e da conseqüente impossibilidade de uma ciência das paixões e das ações humanas. Essa ruptura implicará ainda numa subversão teórica sem precedentes, pois afastar a contingência na vida afetiva significa também afastar pressupostos cristãos e modernos, a saber, as imagens da vontade como livre-arbítrio e da razão como poder de governo absoluto das paixões. Nossa pesquisa estará voltada prioritariamente para o exame das Partes II, III e IV da Ética.

Orientações em andamento

Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola

Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola
Afiliação acadêmica
Professor Senior
Especialização
História da Filosofia Contemporânea
E-mail
mcacciola@uol.com.br

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 1C

Histórico Acadêmico

  • 2011 Pós-Doutorado. 
    Universidade de Salento, USL, Itália. 
  • 1990 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Rubens Rodrigues Torres Filho 
    Título do trabalho: Schopenhauer e a questão do Dogmatismo
  • 1982 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Rubens Rodrigues Torres Filho 
    Título do trabalho: A Crítica da Razão no pensamento de Schopenhauer
  • 1975 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo
  • 1966 Graduação Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Pesquisa emdesenvolvimento

A questão do dogmatismo no Idealismo Alemão
Resumo: A pesquisa se refere ao período chamado de idealismo alemão, principalmente nos seus antecessores contemporâneos de Kant, como Reinhold, Schulze e Jacobi. Por meio do estudo dos seus pensamentos, procura-se traçar a gênese do "idealismo" e da de sua evolução. Marca-se assim, levando em conta as diferentes fontes, todas de algum modo relacionadas ao pensamento de Kant, as divergências entre os pensadores, comumente reunidos sob a mesma rubrica de idealistas. Além disso, pretende-se traçar os rumos internos de cada um dos idealistas mais conhecidos como Fichte, Schelling, Hegel e Schopenhauer, mostrando as tendências tardias de suas filosofias, que chegariam mesmo a abandonar as posições de um "idealismo" mais ortodoxo, em direção a posições mais "materialistas".

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
GABRIELA CORBISIER TESSITORE Cultura de Massa e Subjetividade em Walter Benjamin e Theodor Adorno Mestrado
ANDRÉ MÁRIO GONÇALVES OLIVEIRA ÉTICA E ANTINATALISMO: A CRÍTICA DE JULIUS BAHNSEN A SCHOPENHAUER Doutorado

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Maria das Graças de Souza

Maria das Graças de Souza
Afiliação acadêmica
Professor Senior
Especialização
Ética e Filosofia Política
E-mail
mgsouza@usp.br

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 2

Histórico Acadêmico

  • 2005 Professora Titular da disiplina de Ética e Filosofia Política pela Universidade de São Paulo
  • 1999 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: Ilustração e história
  • 1990 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. Luiz Roberto Salinas Fortes / Profa. Dra. Marilena de Souza Chaui 
    Título do trabalho: Natureza e ilustração: sobre o materialismo de Diderot
  • 1983 Mestrado em Filosofia pela Universidade  de São Paulo
    Orientação: Prof. Dr. João Paulo Gomes Monteiro
    Título do trabalho: Voltaire e o materialismo do século XVIII
  • 1981 Especialização em Diplôme D'études Approfondes Filosofia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, EHESS, França
  • 1971 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo

Pesquisa em desenvolvimento

Matéria e história nas luzes francesas
Resumo: Trata-se da relação entre história e política no pensamento moderno, mais especificamente nas luzes francesas, e particularmente na obra dos chamados materialistas da ilustração. A questão central pode ser colocada nos seguintes termos: se considerarmos que o materialismo se apresenta como uma redução do mundo propriamente humano ao campo da matéria, ou seja, ao campo da determinação natural, trata-se de saber como é possível, neste quadro de pensamento, conceber a história, se a entendermos como o domínio próprio da vontade e da ação humana, lugar próprio da indeterminação, da criação, enfim, da liberdade. Nossa hipótese de trabalho é a de que, se o materialismo das luzes se constrói a partir da idéia de natureza, é a partir da noção de natureza que ele pode realizar a crítica da história.

Orientações em andamento

Marco Aurélio Werle

Marco Aurélio Werle
Afiliação acadêmica
Professor Titular
E-mail
mawerle@usp.br

Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 1D

Histórico Acadêmico

  • 2009 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título da tese: A estética de Hegel: sua época e herança
  • 2000 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: A forma da representação poética: filosofia e poesia em Hegel
    Orientação: Prof. Dr. Victor Knoll
  • 1996 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
    Título do trabalho: A noção de poesia em Hölderlin, segundo Heidegger
    Orientação: Prof. Dr. Victor Knoll
  • 1992 Graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa em desenvolvimento

Entre filosofia e literatura: a estética de Hegel na época de Goethe
Resumo: Trata-se de desenvolver alguns tópicos situados no âmbito da fundamentação da estética como disciplina filosófica, cujo pano de fundo ou ponto de fuga é a proposta sistemática da estética de Hegel, na relação com o pré-romantismo (Herder), o classicismo de Weimar (Goethe e Schiller) e o romantismo literário alemão (Hoffmann). Com isso, dou continuidade às investigações em torno da estética de Hegel e sua época, assunto que me vem ocupando nos últimos 15 anos e que alcançou alguns desdobramentos, em termos de publicações: na direção do classicismo de Weimar (tradução dos Escritos sobre arte de Goethe, 2005) e do romantismo (tradução da Doutrina da arte de August Schlegel, 2014). Atualmente encontro-me ocupado com o pré-romantismo, em particular com o pensamento estético do jovem Herder. Minha abordagem de Herder é uma decorrência direta do ?retorno? que venho fazendo de Hegel (Cursos de estética) a August Schlegel (Doutrina da arte) e agora chegando a Herder. O fio condutor desse retorno aos fundamentos do surgimento da estética moderna, da qual Hegel é tributário, passa pela articulação entre as categorias da teoria da arte, da crítica de arte e da história da arte. Quem colocou explicitamente o problema foi August Schlegel, mas quem pela primeira vez mobilizou essas noções foi Herder, no debate com Baumgarten (teoria), Lessing (crítica) e Winckelmann (história da arte). Esse é precisamente o assunto das chamadas Florestas críticas. Nos Cursos de estética de Hegel, apenas a título de informação, a teoria da arte, a história da arte e a crítica de arte encontram-se na base da tríade concernente ao belo ou ao ideal (teoria); às formas de arte simbólica, clássica e romântica (história da arte) e ao sistema das artes particulares: arquitetura, escultura, pintura, música e poesia (assunto da crítica de arte).. 
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. 
Alunos envolvidos: Graduação: (3) / Mestrado acadêmico: (9) / Doutorado: (3) . 
Integrantes: Marco Aurélio Werle - Coordenador.
Financiador(es): Universidade de São Paulo - Outra.

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
Ana Paula Aparecida Caixeta ENTRE ANTINOMIAS: KANT E HEGEL COMO FUNDAMENTOS DE UMA ESTÉTICA EPISTEMOLÓGICA Pós-doutorado
RAQUEL DE FRAGA LOPES A interpretação hermenêutica de poesia em Gadamer Mestrado
Larissa de Moraes Góis A PRESENÇA DE SHAKESPEARE NA ESTÉTICA HEGELIANA Mestrado
RODRIGO PEREIRA MOREIRA DA CRUZ A teoria da arte de Goethe e Schiller, segundo Lukács Mestrado
ERICK GALLANI A TRAGÉDIA ANTIGA E MODERNA EM “IFIGÊNIA EM TÁURIDE” DE J. W. GOETHE Mestrado
RENATO COSTA LEANDRO CASSIRER E GOETHE: ENTRE ARTE E NATUREZA Doutorado
JOÃO AUGUSTO ARAÚJO FERREIRA ESTÉTICA E NATUREZA NA FARBENLEHRE DE GOETHE Mestrado
ICARO GONÇALEZ FERREIRA Goethe como o último dos homéridas: Hermann und Dorothea e a filosofia da arte do Idealismo Doutorado
PEDRO HENRIQUE MARQUES SILVA MAUAD HEGEL EM PARIS: arte e política na aurora da modernidade artística Doutorado
VANER MUNIZ FERREIRA HEIDEGGER E A ARTE DO SEU TEMPO Doutorado
ICARO GONÇALEZ FERREIRA O IDEAL GREGO DE BELEZA NO PENSAMENTO ALEMÃO DOS SÉCULOS XVIII E XIX Doutorado
GUSTAVO DE AZEVEDO TORRECILHA Reflexão e crítica de arte: Hegel e a estética da modernidade Doutorado

Marco Antonio de Avila Zingano

Marco Antonio de Avila Zingano
Afiliação acadêmica
Professor Titular
Especialização
História da Filosofia Antiga
E-mail
mzingano@usp.br

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – PQ 1A

Histórico Acadêmico

  • 2018 Professor Titular pela Universidade de São Paulo 
  • 2005 Livre-docência pela Universidade de São Paulo
    Título: Estudos de Ética Antiga
  • 2003 Pós-doutorado pela University of Oxford
  • 1999 Pós-doutorado pela Ecole Normale Supérieure Rue D'ulm Paris
  • 1993 Doutorado em Filosofia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales 
    Orientação: Prof. Dr. Cornelius Castoriadis
    Título do trabalho: Vertu et Délibération. Une étude de la notion de prohairesis chez Aristotle
  • 1987 Mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
    Orientação: Prof. Dr. Denis Lerrer Rosenfield 
    Título do trabalho: Razão e História em Kant
  • 1983 Graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Pesquisa em desenvolvimento

A Filosofia de Aristóteles
Resumo: O presente projeto de pesquisa visa ao estudo sistemático da filosofia de Aristóteles, buscando pôr em evidência as relações conceituais vigentes entre suas diferentes disciplinas. Tal tarefa requer ir ao núcleo das decisões metafísicas de Aristóteles, em particular sobre a posição da razão em seu sistema e sobre os seus diferentes usos (prático, teórico e produtivo). Neste sentido, destacam-se, no domínio teórico, as doutrinas aristotélicas do ser, da predicação, da verdade e da alma; no domínio prático (moral e política), destacam-se a sua teoria da ação, da deliberação e da escolha. Igualmente, a influência e a apropriação da filosofia aristotélica será estudada com vistas a uma melhor compreensão dela própria e de sua história intelectual. O projeto conta com sete professores, todos diretamente envolvidos com temas da filosofia aristotélica em meio universitário. É comum a todos os pesquisadores a atitude de buscar a clareza conceitual e de privilegiar o fundamento metafísico da filosofia aristotélica e, por conseguinte, de nele embasar suas abordagens dos textos de Aristóteles.

Orientações em andamento
Pesquisador Título da pesquisa Categoria
ANDRESSA NOGUEIRA DA SILVA AMARAL A concepção de prudência em Aristóteles Mestrado
ANA GABRIELA VILHENA DE MELLO SANTOS A noção aristotélica de ousia Mestrado